Publicidade
InícioBrasíliaEscrita expressiva pode ajudar a aliviar a dor da perda de um...

Escrita expressiva pode ajudar a aliviar a dor da perda de um ente querido

Publicado em

Cobertura relacionada

Setembro Amarelo no DF é efetivo

Saúde mental no DF ganha foco no Setembro Amarelo, com orientações sobre UBS, Caps, urgência psiquiátrica, Samu e CVV 188.

Voluntariado cria pontes entre o sofrimento e o atendimento

Voluntariado em saúde mental e câncer reúne Projeto Help, Esly Carvalho e Rede Feminina no acolhimento a pessoas vulneráveis.

Atenção à saúde mental no trabalho

Norma inclui saúde mental na gestão de riscos ocupacionais; sanções estão suspensas enquanto STF abre conciliação.

Cai o uso de celular entre crianças de 10 a 13 anos

Celular infantil recua entre crianças de 10 a 13 anos, enquanto privacidade e segurança ganham peso na decisão das famílias. Entenda.

Insônia atinge 31,1% no DF

Perfil da SES-DF indica que 31,1% dos adultos no DF relataram insônia em 2024 e 20% dormiram menos de 6 horas. Matheus Oliveira/Agência Saúde DF
Publicidade

A pandemia vitimou mais de meio milhão de pessoas no Brasil. Passando pelas redes sociais, tornou-se cada vez mais frequente um post lamentando a perda de um ente querido. A dor é algo individual, cada um sente de uma forma. Contudo, pesquisas sugerem que externar sentimentos profundos, por meio da escrita, pode aumentar a função imunológica.

Na avaliação da terapeuta e escritora Lella Malta, a escrita pode melhorar o humor e o bem-estar. “Escrever é um poderoso exercício de autoexpressão, nos ajuda a organizar sentimentos e ideias, manifesta emoções reprimidas e faz uso da catarse como ferramenta para uma mudança terapêutica positiva.”, explica.

Além disso, a especialista afirma que a escrita pode aliviar o estresse. “Ao organizar ideias e pensamentos é possível enfrentar a ansiedade e facilitar a dolorosa experiência do luto. É um recurso poderoso, mas também simples e democrático, no longo e árduo processo que é o autoconhecimento”, afirma Lella.

Uma das dicas da terapeuta que podem auxiliar no processo de aceitação do luto é escrever uma carta direcionada à pessoa que morreu. “Registre em um papel suas memórias, agradecimentos, desculpas e qualquer palavra que desejaria dizer para a pessoa amada que já não está presente. Outra possibilidade seria escrever uma carta diferente, agora apontando o que acredita que aquele alguém gostaria de falar para você hoje”, aconselha.

“Por permitir a releitura, a escrita possui maior caráter reflexivo, quando comparada ao discurso falado”, explica Lella. Apesar de parecer complicado nas primeiras tentativas e, às vezes, até vergonhoso, o exercício da escrita pode ser aliviante. “A pessoa pode começar com o hábito de escrever um diário, que tem se mostrado bastante benéfico para a saúde e para o bem-estar, tendo um efeito positivo a longo prazo na disposição e autoconfiança, já que o adepto fica com uma maior e melhor noção dos seus sentimentos e da forma como estes interferem na sua rotina. Faz uso da catarse como ferramenta para uma mudança terapêutica positiva”, afirma Malta.

Lella Malta

É cientista social, escritora, preparadora literária, educadora e terapeuta de escrita expressiva. Focada na saúde mental das mulheres, se dedica ao estudo da psicanálise e da psicologia positiva. Autora de três livros, os romances: Qual é o nome da vez? e Você tem fama de quê?. Além de uma obra autobiográfica que retrata a realidade de pessoas que lidam com a ansiedade: Prazer, Paniquenta: Desventuras Tragicômicas de Uma Ansiosa.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.