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Insônia atinge 31,1% no DF

Publicado em

Reportagem:
Jeferson Nunes

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Perfil da SES-DF aponta avanço da insônia entre adultos no DF

Um informativo epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) mostra que 31,1% dos adultos (18 anos ou mais) no DF relataram sintomas de insônia em 2024. O mesmo documento indica que 20% informaram duração curta de sono, com menos de seis horas por noite.

O que o levantamento mediu e de onde vêm os dados

Os números foram extraídos do Vigitel, inquérito telefônico do Ministério da Saúde que reúne estimativas sobre fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais e no DF, com série histórica de 2006 a 2024. No recorte do sono, os indicadores de duração e qualidade passaram a ser monitorados a partir de 2024, segundo a própria SES-DF.

Diferença entre mulheres e homens no DF

No DF, o informativo aponta maior frequência de sintomas de insônia entre mulheres (38,1%) do que entre homens (23,1%). No caso do sono curto, a estimativa também é mais alta entre mulheres (21,7%) do que entre homens (18%).

Por que isso importa na saúde pública

A SES-DF relaciona a má qualidade do sono a impactos no bem-estar e ao risco de desenvolvimento ou agravamento de doenças crônicas, citando referências técnicas usadas no informativo.
No atendimento especializado, a pneumologista e médica do sono Géssica Andrade, do ambulatório do sono do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), afirma que o sono é um período de “recuperação” do organismo e que a perda de noites adequadas pode repercutir em atenção, memória e humor, além de fatores metabólicos e cardiovasculares ao longo do tempo.

Medidas práticas citadas por especialista

Entre as orientações destacadas pela especialista estão manter horários mais regulares para dormir e acordar, reduzir o uso de telas à noite, evitar cafeína, energéticos e álcool perto da hora de dormir e preparar um período de desaceleração antes de se deitar, com ambiente mais escuro e silencioso.

Onde buscar atendimento no DF

A SES-DF indica que a porta de entrada preferencial é a Unidade Básica de Saúde (UBS), com acolhimento pela equipe de Estratégia Saúde da Família. Conforme a avaliação, pode haver encaminhamento para atendimento especializado, como o ambulatório do sono do Hran.

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