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Prêmio reconhece pesquisas sobre economia e clima

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

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Inscrições vão até 2 de outubro

Pesquisadores que estudam os impactos econômicos das mudanças climáticas no Brasil podem se inscrever até 2 de outubro no Prêmio iCS-ANPEC de Economia & Clima. A iniciativa busca reconhecer estudos que ajudem a compreender como a crise climática afeta a economia, os setores produtivos e a sociedade brasileira.

O prêmio é promovido pelo Instituto Clima e Sociedade, por meio do Hub de Economia e Clima, em parceria com a Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia. A proposta é aproximar a produção científica do debate público sobre clima, desenvolvimento e tomada de decisão.

Os três melhores trabalhos receberão R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente. O resultado da premiação está previsto para novembro.

Quem pode participar

Podem concorrer pesquisadores com título de doutorado. Os trabalhos precisam ter sido publicados entre maio de 2024 e maio de 2026 em periódicos científicos nacionais ou internacionais, ou apresentados em seminários da Anpec.

A chamada é voltada a estudos que relacionem economia e clima. Entram nesse campo pesquisas sobre impactos climáticos em setores produtivos, custos de adaptação, riscos econômicos, desigualdades, finanças, transição energética, agricultura, infraestrutura, políticas públicas e outros temas ligados ao efeito das mudanças climáticas sobre o país.

O objetivo é reconhecer produção científica com relevância prática. Em um cenário de eventos extremos, pressão sobre cadeias produtivas e necessidade de adaptação, a pesquisa econômica pode ajudar governos, empresas e sociedade a medir riscos e escolher respostas mais eficientes.

Prêmio quer fortalecer pesquisa brasileira

A iniciativa busca ampliar a presença do tema climático na agenda econômica nacional. A crise climática já afeta preços, produção, infraestrutura, saúde, energia, agricultura, seguros, orçamento público e planejamento urbano.

Ao premiar estudos acadêmicos, o projeto tenta reduzir a distância entre ciência e decisão pública. Pesquisas bem estruturadas ajudam a transformar percepção de risco em diagnóstico, dado, cenário e política.

Esse tipo de produção também pode qualificar o debate sobre adaptação e transição. O desafio não é apenas saber que o clima está mudando, mas calcular quem paga a conta, quais setores ficam mais vulneráveis e quais investimentos reduzem prejuízos futuros.

Economia do clima ganha urgência

A economia do clima parte de uma pergunta simples e difícil: quanto custa não se preparar? Secas, enchentes, ondas de calor, perdas agrícolas, danos à infraestrutura e pressão sobre serviços públicos têm efeitos que aparecem no orçamento das famílias, das empresas e do Estado.

No Brasil, essa discussão é especialmente relevante pela diversidade territorial e produtiva. O mesmo evento climático pode afetar de formas diferentes agricultura, cidades, indústria, energia, saneamento, transporte e populações vulneráveis.

A pesquisa científica ajuda a organizar essa complexidade. Ao medir impactos, comparar cenários e avaliar políticas, os estudos permitem que a resposta climática deixe de ser apenas reação à emergência e passe a ser planejamento.

Como se inscrever

As inscrições devem ser feitas pela página do Prêmio iCS-ANPEC de Economia & Clima. O candidato deve observar o regulamento, os critérios de elegibilidade, o período de publicação aceito e a documentação exigida.

O prazo final informado pela organização é 2 de outubro de 2026. Como se trata de seleção acadêmica, a recomendação é não deixar o envio para o último dia, especialmente quando houver necessidade de reunir comprovantes, informações sobre publicação e dados institucionais.

A divulgação do resultado está prevista para novembro. Até lá, os trabalhos passarão pelas etapas de enquadramento e avaliação previstas pela organização.

Por que premiar pesquisa climática também é política pública

Reconhecer estudos sobre economia e clima não é apenas valorizar a carreira acadêmica. É fortalecer uma base de conhecimento que pode orientar escolhas públicas em um período de riscos crescentes.

A crise climática desafia governos porque seus efeitos aparecem ao mesmo tempo em várias áreas. Uma seca pode atingir alimentos, energia, emprego e arrecadação; uma enchente pode provocar perdas humanas, danos econômicos e pressão sobre moradia, saúde e infraestrutura.

A pesquisa econômica ajuda a mostrar que adaptação custa, mas a omissão também custa. Quando estudos calculam impactos e alternativas, o debate público ganha mais precisão e menos improviso.

O ponto central é que a decisão climática precisa de ciência, não apenas de alerta. Premiar pesquisas nessa área ajuda a transformar o conhecimento produzido nas universidades e centros de pesquisa em ferramenta para planejamento, prevenção e desenvolvimento.

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