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Faixa de pedestre faz 29 anos com queda de mortes

Publicado em:

Repórter: Janaina Lemos

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DF marca 29 anos da faixa de pedestre com ação educativa

O Detran-DF celebrou nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, os 29 anos da faixa de pedestre no Distrito Federal com ações do projeto Café na Faixa e uma blitz educativa na travessia entre o Sesi Lab e a Biblioteca Nacional. O marco retoma um pacto firmado em 1997 entre poder público e população, que ajudou a transformar a travessia segura em um dos símbolos mais conhecidos da mobilidade brasiliense.

O dado mais relevante está no contraste entre crescimento da frota e queda das mortes. Segundo o levantamento divulgado pelo governo distrital, o número de veículos no DF saltou de 605 mil para 2.179.850 em 29 anos, alta de 260%. Ainda assim, as mortes por atropelamento caíram 70,7%, de 266 casos em 1996 para 78 em 2025. Desse total do ano passado, quatro ocorreram em faixa de pedestre não semaforizada, o equivalente a 5%.

O recorte de 2025 reforça a diferença entre atravessar na faixa e se arriscar fora dela. De acordo com o material oficial, entre os 78 pedestres mortos no DF no ano passado, quatro estavam em faixa não semaforizada, dois estavam em faixa com semáforo e 72 morreram ao tentar atravessar fora dela. Também segundo a estatística do Detran-DF, três mortes em faixa não semaforizada ocorreram em Ceilândia e uma no Recanto das Emas. Já entre os casos fora da faixa, 40 foram em rodovias e 32 em vias urbanas.

Os números ainda mostram onde o risco mais aperta. A quarta-feira foi o dia com maior número de mortes por atropelamento, com 14 registros, e o período entre 18h e 23h59 concentrou 41% das ocorrências. Em outras palavras, o problema não está apenas no desenho da cidade, mas também no comportamento de travessia e na conduta ao volante, sobretudo em horários de menor visibilidade e maior pressa.

O que diz a lei sobre a prioridade do pedestre

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece, no artigo 70, que pedestres em travessia sobre faixa delimitada têm prioridade de passagem, salvo nos locais com sinalização semafórica. Já a desobediência à prioridade do pedestre se enquadra no artigo 214, infração gravíssima punida com multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH, conforme a legislação federal em vigor.

Segundo o governo distrital, o DF conta hoje com cerca de 5 mil faixas de pedestre. A informação oficial também diz que todas elas foram reformadas em 2025 e que, em 2026, cerca de 10% já tinham sido restauradas até agora. Além disso, os pontos de travessia contam com sinalização vertical para ampliar a visibilidade e dar mais tempo de reação ao condutor.

Quando a faixa vira patrimônio e também cobrança pública

Em 19 de julho de 2024, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural do Distrito Federal aprovou o reconhecimento da cultura de respeito à faixa de pedestres como Patrimônio Cultural Imaterial do DF. O gesto é simbólico, mas não é apenas decorativo. Quando um hábito urbano vira patrimônio, ele deixa de ser tratado como detalhe civilizado e passa a carregar obrigação pública de preservação.

É justamente aí que o aniversário da faixa merece leitura menos festiva e mais adulta. O DF tem razão ao apresentar a redução histórica das mortes como ativo de política pública. Mas seria um erro transformar esse legado em peça de autoelogio permanente. Faixa salva vida, sim. Só que salva mais quando vem acompanhada de fiscalização consistente, desenho viário seguro, educação de trânsito contínua e pedestre convencido de que atravessar fora dela não é atalho, é loteria ruim.

Abril terá reforço de campanhas

O Detran-DF informou que manterá ações educativas ao longo de abril, com palestras, apresentações teatrais, distribuição de material informativo, blitzes e reforço do programa Café na Faixa em travessias não semaforizadas com grande fluxo. A estratégia, no discurso oficial, seguirá em dois eixos: cobrança de respeito integral ao pedestre por quem dirige e orientação de autoproteção para quem caminha, incluindo uso da faixa, “sinal de vida” e travessia apenas após a parada de todos os veículos.

Fontes e documentos:

Brasília comemora 29 anos de respeito ao pedestre na faixa (Agência Brasília)
– Cultura de Respeito à Faixa de Pedestres é reconhecida como Patrimônio Imaterial do DF (Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF)
– Código de Trânsito Brasileiro compilado (Planalto)

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