Publicidade
InícioBrasíliaSegurança DFFiscalização apreende R$ 1,7 mi em produtos ilegais

Fiscalização apreende R$ 1,7 mi em produtos ilegais

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

Cobertura relacionada

Força integrada cumpre 274 mandados em 16 estados

Operação nacional das Ficcos cumpre 181 buscas e 93 prisões contra suspeitos ligados ao crime organizado em 16 estados.

Acelera Tech abre cursos gratuitos em Samambaia

Projeto oferece cursos gratuitos em Samambaia Norte, com formação prática em design gráfico, edição mobile e informática básica.

Tutores do DF poderão agendar castração gratuita

Castração grátis terá 600 vagas no Recanto das Emas. Veja datas, horário, local e regras para agendar o serviço.

DF Social paga R$ 150 a famílias de baixa renda

Benefício mensal de R$ 150 atende famílias do DF com renda per capita de até meio salário mínimo e CadÚnico regular.

Prazo para seleção do Ciamp-Rua é ampliado por 30 dias

Entidades ganham mais 30 dias úteis para disputar vagas no Ciamp-Rua DF. Veja quem pode participar, documentos e local de inscrição.

GDF fará acolhimento de pessoas em situação de rua

Acolhimento rua ocorre nesta sexta em Taguatinga e no Gama, com assistência social e guarda de pertences por até 60 dias.
Publicidade

Entre os dias 7 e 12 de outubro, a Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF) deflagrou uma operação de fiscalização tributária que tirou de circulação um volume expressivo de mercadorias irregulares. O resultado: R$ 1,7 milhão em produtos apreendidos e um crédito tributário (ICMS e multas) de R$ 841 mil.

A lista do que foi retido mostra a diversidade da irregularidade: 100.800 latas de cerveja (350 ml), 102 garrafas de vinho de diversas marcas, 938 baterias automotivas, 33 toneladas de sementes de milho, além de tábuas de madeira, ração animal e 3.200 peças de confecção (camisas, calças e casacos) — tudo circulando em desacordo com a legislação vigente.

Não é pouca coisa. Estamos falando de mercadorias que, além de sonegar impostos, competem de forma desleal com quem paga seus tributos corretamente.

Por que isso importa

“Ao retirar de circulação mercadorias irregulares, os auditores fiscais garantem um ambiente de negócios mais justo, preservam empregos, protegem o contribuinte correto e asseguram que cada tributo recolhido seja revertido em serviços públicos de qualidade para toda a sociedade”, explica Silvino Nogueira Filho, coordenador de Fiscalização Tributária da Seec.

A fala do coordenador resume o problema: quando um empresário sonega imposto, ele não está apenas “economizando” — está jogando sujo. Quem paga corretamente acaba perdendo competitividade, e o Estado deixa de arrecadar recursos que deveriam financiar saúde, educação e infraestrutura. No fim das contas, quem paga a conta é o cidadão comum.

Principais apreensões da operação

Aqui estão os flagrantes mais expressivos da semana:

BR-060: 839 baterias automotivas com nota fiscal inidônea

  • Base de cálculo: R$ 426.746
  • Crédito tributário: R$ 174.448,57

BR-060: 33 toneladas de sementes de milho com nota fiscal inidônea

  • Base de cálculo: R$ 350.000
  • Crédito tributário: R$ 140.000

Vicente Pires: 100.800 latas de cerveja sem nota fiscal

  • Base de cálculo: R$ 473.760
  • Crédito tributário: R$ 297.481,37

Setor Rodoviário de Cargas: 102 garrafas de vinho com nota fiscal inidônea

  • Base de cálculo: R$ 19.113,58
  • Crédito tributário: R$ 15.600,59

Além dessas, outras apreensões relevantes foram registradas em pontos estratégicos como Recanto das Emas, Epia Norte, Riacho Fundo e Park Way, envolvendo cargas de confecções, madeira, laticínios, baterias automotivas e preparados de frutas para bebidas. Transportadoras também foram autuadas por irregularidades em mercadorias diversas, como produtos de informática, utilidades do lar e confecções.

O jogo desigual da sonegação

Vale reforçar: a operação não é apenas sobre “pegar mercadoria sem nota”. É sobre proteger quem joga limpo. Quando um comércio vende cerveja com nota fiscal falsa ou traz sementes sem documentação adequada, ele consegue baixar o preço — mas só porque não está pagando imposto. E aí o pequeno empresário que faz tudo certinho perde cliente, perde margem e, muitas vezes, perde o negócio.

A fiscalização da Seec atua justamente para impedir esse tipo de distorção. E, de quebra, recupera recursos que vão para os cofres públicos — recursos que, teoricamente, deveriam financiar os serviços que a população tanto cobra.

A operação de outubro foi uma amostra do trabalho contínuo. Agora é torcer para que esse tipo de ação não seja exceção, mas rotina — porque sonegação não pode virar normalidade.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.