back to top
24 C
Brasilia
sábado, 25 abril 2026, 11:45:50
Publicidade
Publicidade
InícioBrasíliaDF registra 29 casos importados de malária em 2025

DF registra 29 casos importados de malária em 2025

Publicado em:

Repórter: Jeferson Nunes

Notícias relacionadas

STF derruba lei de SC contra cotas raciais

STF derruba lei de Santa Catarina contra cotas raciais e reafirma a validade constitucional das ações afirmativas no ensino. © Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Receita cria restituição automática para quem nem declarou IR

Cashback IRPF vai devolver até R$ 1 mil a quem não declarou em 2025, mas tinha imposto retido em 2024. Veja regras e datas. Crédito da foto/imagem: © Joédson Alves

Obras nas BRs 070 e 080 começam para aliviar o Entorno

Motorista do Entorno pode ganhar tempo e segurança em...

PF prende ex-presidente do BRB em nova fase da operação

Prisão no BRB recoloca o caso Master no centro da crise do banco público e amplia a pressão sobre governança e controle. Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Epig muda acessos e redesenha a mobilidade no Sudoeste

Obras na Epig mudam acessos no Sudoeste e na Octogonal, com viadutos, corredor de ônibus e calçadas. Entenda os impactos. Agência Brasília
Publicidade

Viajantes com sintomas devem ligar alerta para malária no DF

O Distrito Federal registrou 29 casos confirmados de malária em 2025, todos relacionados a infecções contraídas fora da capital. Não há transmissão local identificada, mas a doença segue no radar da vigilância porque pode evoluir para quadros graves e exige diagnóstico rápido.

Dos casos confirmados, sete pessoas precisaram de internação. Todas estão curadas. O dado mostra um ponto essencial: mesmo longe das áreas de transmissão, o DF precisa manter estrutura permanente para atender viajantes, diagnosticar suspeitas e evitar demora no tratamento.

Casos importados mantêm vigilância ativa

Em 2025, foram investigados 110 casos prováveis de malária no DF. Ao todo, a rede registrou 211 atendimentos relacionados a suspeitas e ao acompanhamento dos pacientes confirmados.

A maior parte das ocorrências envolve pessoas que estiveram na região amazônica, incluindo áreas indígenas, ou em países africanos. Angola aparece entre os locais de atenção após registro de surto no fim do ano passado.

Entre os 29 infectados, 19 eram moradores do Distrito Federal. Os demais residiam em Goiás, Amazonas, Pará, Acre, Paraná e Santa Catarina, mas receberam diagnóstico na capital federal. Esse trânsito de pacientes explica por que a malária não pode ser tratada como problema distante. Mosquito não respeita fronteira; viagem também não.

Sintomas exigem atenção após viagem

A malária no DF deve ser considerada principalmente quando a pessoa apresenta sintomas após passar por áreas com transmissão da doença. Os sinais mais comuns incluem febre alta, calafrios, dor de cabeça, dores musculares, aumento dos batimentos cardíacos e aumento do baço.

A doença é causada por protozoários do gênero Plasmodium e transmitida, em geral, pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, conhecido popularmente como mosquito-prego, carapanã ou bicuda. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa.

No entanto, a infecção pode ocorrer em situações específicas, como transfusão sanguínea, compartilhamento de agulhas infectadas ou transmissão da gestante para o bebê. Por isso, o histórico de viagem e a informação correta no atendimento fazem diferença.

Atendimento especializado funciona por equipe volante

A rede pública do DF mantém uma equipe volante para casos suspeitos de malária, tanto na rede pública quanto na particular. O contato pode ser feito pelos telefones (61) 99145-6114 ou (61) 99221-9439.

Depois da avaliação inicial, a equipe realiza os testes quando a suspeita é compatível. Com a confirmação, o tratamento é feito com medicamentos antimaláricos ou terapias combinadas. O acompanhamento segue até a cura completa.

Quem pretende viajar para áreas de transmissão deve buscar orientação antes da viagem na Sala do Viajante, no Hospital Regional da Asa Norte. Já quem retornou de área de risco nos últimos seis meses e apresentar sintomas deve procurar uma unidade de saúde e informar o destino visitado.

Prevenção começa antes do embarque

A malária é uma doença tratável, mas o tempo pesa contra o paciente quando o diagnóstico atrasa. Portanto, a prevenção começa ainda no planejamento da viagem, com orientação sobre riscos, medidas de proteção e conduta diante dos primeiros sintomas.

O alerta é especialmente importante para quem circula por áreas amazônicas, regiões de garimpo, localidades indígenas e países com transmissão ativa. Nessas situações, febre após o retorno não deve ser empurrada para a categoria confortável do “deve ser só virose”. Às vezes, a pressa em explicar é justamente o que atrasa o cuidado.

O risco distante também chega à porta da rede local

O cenário do DF mostra uma contradição comum na saúde pública: não há transmissão local, mas há demanda real. A vigilância precisa funcionar justamente nesse intervalo entre o “não circula aqui” e o “chegou por aqui”.

Esse tipo de resposta exige estrutura discreta, permanente e especializada. Não dá manchete todos os dias, mas evita que uma doença importada vire emergência mal conduzida. Em saúde pública, o melhor sistema muitas vezes é aquele que aparece pouco porque chegou antes do agravamento.

Fontes e documentos:

Dia Mundial de Luta contra a Malária destaca casos importados (Secretaria de Saúde do DF)
– 25/4 Dia Mundial da Luta Contra a Malária (Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde)
– Sala do Viajante HRAN (Secretaria de Saúde do DF)
– World malaria report 2024 (Organização Mundial da Saúde)

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.