A mobilidade urbana do Distrito Federal registrou avanços significativos em 2025, com a expansão dos zebrinhas, a ampliação do uso de patinetes elétricos, a renovação da frota de ônibus e a criação do programa Vai de Graça, que garante gratuidade no transporte público aos domingos e feriados.
Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, o Vai de Graça funciona como uma política de alívio direto no bolso do usuário. De acordo com a pasta, a expectativa é encerrar o ano com mais de 30 milhões de viagens gratuitas, beneficiando trabalhadores, estudantes e famílias que dependem do transporte coletivo.
Tecnologia reduz tempo de espera
A rotina dos usuários também foi impactada pelo uso da tecnologia. Em 2025, passou a operar o aplicativo DF no Ponto, além de um sistema de consulta por QR Codes instalados nas paradas de ônibus. As ferramentas permitem acompanhar os coletivos em tempo real, planejar trajetos e reduzir o tempo de espera — um ganho simples, mas decisivo, no dia a dia.
Rodoviárias passam por modernização
A concessão da Rodoviária do Plano Piloto marcou um novo capítulo na infraestrutura do transporte. O contrato prevê R$ 120 milhões em investimentos, e os primeiros resultados já apareceram, com certificação internacional, recuperação de escadas e elevadores, instalação de fraldário, salas de amamentação e um novo centro de monitoramento.
A Rodoviária do Gama, que recebe cerca de 30 mil pessoas por dia, foi modernizada com cobertura ventilada e acessibilidade universal, em uma obra de R$ 9,1 milhões. Já o Terminal da Asa Sul, que atende 90 linhas de ônibus e o metrô, passou por reformas estruturais, com recuperação de pavimentos e substituição de bloquetes por concreto rígido nas vias de acesso.
O GDF também iniciou a construção da Rodoviária da Estrutural, com investimento de R$ 3,9 milhões, beneficiando mais de 38 mil moradores. Além disso, foi aberta licitação para a estação do Jardim Botânico, orçada em R$ 6,1 milhões.
Frota cresce e fica menos poluente
Em 2025, o DF incorporou 343 novos ônibus ao sistema: 254 para renovação da frota, 87 para ampliação e dois para substituição, totalizando 3.063 veículos em circulação. Trata-se da maior frota do país com tecnologia Euro 6, menos poluente, com idade média de 3,6 anos. No mesmo período, foram criadas 37 novas linhas.
Zebrinhas, bicicletas e patinetes
A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) ampliou a operação dos zebrinhas, que agora somam 27 linhas em 15 regiões administrativas, com 65 veículos em circulação, incluindo o primeiro zebrinha elétrico.
Também foram implantados 654 novos abrigos de ônibus em 17 regiões administrativas, além de 200 manutenções em estruturas existentes. Outros 2 mil abrigos de concreto começarão a ser instalados a partir de janeiro de 2026.
No eixo da mobilidade ativa, o programa Vai de Bike construiu 27 km de ciclovias e ampliou a instalação de paraciclos. O DF encerra o ano com 737 km de ciclovias e 660 paraciclos em rodoviárias e espaços públicos.
Já o serviço de patinetes elétricos opera com 2.700 veículos em dez regiões administrativas, com expectativa de ultrapassar 1,1 milhão de viagens até o fim do ano.
Os números mostram que, em 2025, a mobilidade no DF deixou de ser promessa e passou a rodar — às vezes de ônibus novo, às vezes de bike, mas cada vez mais acessível.

