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Projeto capacita mulheres contra violência pessoal

Publicado em:

Reporter: Marta Borges

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O Governo do Distrito Federal (GDF) lança o projeto Empoderadas no Tatame, uma iniciativa que oferece prevenção, capacitação e fortalecimento para mais de 600 mulheres em situação de vulnerabilidade. O programa de seis meses, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o Instituto de Defesa da Mulher Érica Paes (IDMEP) e o Ministério das Mulheres, busca combater a violência contra a mulher por meio da autodefesa e do apoio psicossocial.

A idealizadora, a ex-lutadora de MMA Érica Paes, explica que o projeto vai além do combate físico, focando na prevenção. “Nosso foco não é a agressão, mas a prevenção. Serão oferecidas ferramentas para que as mulheres reconheçam sinais de perigo e saibam se antecipar às ações de um possível agressor”, afirma.

Aumento da violência no Distrito Federal

A iniciativa surge em um momento crucial: os dados do Ligue 180 mostram um aumento de 37,1% nos atendimentos de violência contra a mulher no DF em 2024, em comparação com o ano anterior. A maioria das vítimas é de mulheres negras ou pardas, e os episódios ocorrem, em grande parte, dentro de casa.

Para muitas participantes, como a enfermeira Elusimar Madeira da Silva, de 50 anos, o curso representa uma transformação. “Estou aqui para aprender a me defender, mas também para repassar para outras mulheres que não têm acesso a essas informações”, conta.

Acolhimento e autonomia

O projeto é uma extensão do programa Direito Delas, que desde sua criação em 2023, já atendeu mais de 9,5 mil mulheres. A secretária de Justiça, Marcela Passamani, destaca que a ação “além do combate à violência, representa acolhimento, cuidado e oportunidades reais para que as mulheres se sintam seguras”.

As aulas práticas ensinam técnicas de defesa pessoal para situações de risco, enquanto as oficinas de capacitação em design de sobrancelhas e maquiagem, junto ao atendimento jurídico e psicossocial, visam fortalecer a autonomia financeira e emocional das participantes.

Mulheres a partir de 12 anos, atendidas pelo programa Direito Delas ou interessadas da comunidade, podem se inscrever diretamente em um dos 11 núcleos regionais do programa.

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