Publicidade
InícioBrasíliaSegurança DFSantinhos sujam rua e viram alvo no DF

Santinhos sujam rua e viram alvo no DF

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

Cobertura relacionada

Candidatos ao GDF vão às ruas

Celina Leão, Leandro Grass, Paula Belmonte, Ricardo Cappelli, Kiko Caputo, Samara Mineiro e Professor Robson têm agendas de rua, sabatinas e atos no DF.

Arma não entra na eleição

Justiça Eleitoral restringe armas no entorno da votação e proíbe CACs de transportar armas e munições no período eleitoral.

Voto em branco não escolhe ninguém

Voto em branco não conta como voto válido, não anula eleição e não é transferido para candidaturas no Governo do DF ou Senado.

Celular fica fora da cabine

Regras da Justiça Eleitoral proíbem celulares e dispositivos conectados na cabine para preservar o sigilo do voto nas eleições de 2026.

Voto nulo não vai para ninguém

Voto nulo não anula eleição nem é transferido; veja como ele afeta a conta dos votos válidos no DF em 2026.

Dino libera post de Tabet

Decisão de Dino libera post de Tabet, revê liminar do TSE e reacende debate sobre liberdade de expressão nas eleições.
Publicidade

Segurança registra imagens de propaganda irregular

A segurança pública do Distrito Federal registrou imagens de pessoas espalhando santinhos e outros materiais de propaganda eleitoral perto de locais de votação neste domingo (4). A informação foi dada pelo secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, no início da operação do primeiro turno das Eleições 2026.

Os registros teriam ocorrido durante a madrugada, quando carros passaram por pontos de votação e arremessaram papéis nas ruas. Até as primeiras horas da manhã, ninguém havia sido preso por esse tipo de ocorrência.

A orientação da SSP-DF é preservar as imagens e encaminhar o material à Justiça Eleitoral. A identificação posterior pode envolver placas de veículos, rostos e outros elementos captados por câmeras públicas ou enviados por cidadãos.

Derrame de santinhos é crime eleitoral

Espalhar santinhos nas ruas no dia da eleição pode configurar crime eleitoral. A Justiça Eleitoral proíbe, no dia da votação, pedir votos, distribuir propaganda ou abordar eleitoras e eleitores para influenciar a escolha.

A proibição vale em todo o país até o encerramento da votação. Entre as condutas vedadas estão distribuição de santinhos, pedidos de voto, arregimentação de eleitores, uso de alto-falantes e outras formas de propaganda eleitoral ativa.

O problema não é apenas eleitoral. O derrame de papéis também suja a cidade, dificulta a limpeza urbana e pode tornar calçadas e entradas de escolas mais escorregadias, especialmente para pessoas idosas ou com mobilidade reduzida.

Primeiras horas não tiveram problema nos pontos de votação

Segundo a SSP-DF, os 614 locais de votação do Distrito Federal não apresentavam problemas nas primeiras horas deste domingo. Também não havia registro inicial de tentativa de invasão de zonas eleitorais.

O TRE-DF mantém painel público para consulta dos locais de votação no Distrito Federal. A página permite verificar os locais por mapa ou lista, além de orientar a consulta por nome ou número do título.

A normalidade no começo da votação não elimina a necessidade de vigilância. Em dia de eleição, pequenas irregularidades podem crescer rápido quando há aglomeração, disputa política, circulação intensa e tentativa de influenciar eleitores na porta das seções.

Operação foi planejada com o TRE-DF

O esquema de segurança para o primeiro turno foi preparado em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. A operação reúne órgãos de segurança, trânsito, fiscalização e Justiça Eleitoral para acompanhar a votação em tempo real.

O Centro Integrado de Operações de Brasília funciona como ponto de coordenação. A SSP-DF informa que o CIOB reúne órgãos do Governo do Distrito Federal responsáveis por segurança pública, fiscalização, mobilidade e saúde.

Neste domingo, a estrutura inclui sala de operações, sala de inteligência, salas de situação e o Centro de Operações da Polícia Militar. As equipes acompanham ocorrências, imagens de câmeras públicas e alertas ligados aos pontos de votação.

Câmeras ajudam a identificar responsáveis

Um dos sistemas usados pela segurança permite visualizar os 614 locais de votação e câmeras públicas vinculadas a cada região. Pontos sinalizados nas telas indicam ocorrências em andamento e ajudam a orientar a resposta das equipes.

As imagens também podem ser usadas depois da votação. Esse uso posterior é importante em casos como o derrame de santinhos, em que a irregularidade ocorre de madrugada e o responsável não é flagrado no momento.

A lógica da operação é primeiro manter a votação funcionando e depois responsabilizar quem tentou burlar a regra. Quando o foco é preservar a ordem nas seções, registrar bem a ocorrência pode ser mais eficiente do que deslocar equipes sem identificação segura.

Cinco mil policiais militares atuam na eleição

A operação eleitoral no DF conta com cerca de 5 mil policiais militares. O efetivo foi destinado ao policiamento ostensivo nos locais de votação e nas áreas próximas.

Também integram a operação Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Detran, DER, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. A presença de órgãos diferentes permite resposta a crimes eleitorais, problemas de trânsito, emergências, ocorrências policiais e demandas de segurança institucional.

O monitoramento integrado reduz o risco de resposta desencontrada. Em vez de cada órgão atuar isoladamente, a sala de operações permite que uma ocorrência seja vista, classificada e encaminhada ao serviço mais adequado.

Eleitor pode denunciar irregularidades

Quem presenciar crime ou irregularidade durante a votação deve acionar as forças de segurança. No DF, a primeira orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar, em situações que exigem intervenção imediata.

O cidadão também pode registrar ocorrência pelo 197, da Polícia Civil. Além disso, possíveis irregularidades de propaganda eleitoral podem ser comunicadas pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, com envio de local, descrição, fotos, vídeos, áudios ou links.

Imagem ajuda, mas segurança vem primeiro. Fotografar ou filmar uma irregularidade só deve ser feito sem confronto, sem risco pessoal e sem invadir área restrita ou atrapalhar o trabalho de mesários, policiais e servidores eleitorais.

O que o eleitor pode fazer

A manifestação política individual e silenciosa é permitida. O eleitor pode usar bandeira, broche, adesivo ou camiseta, desde que não participe de manifestação coletiva organizada, abordagem de eleitores ou pedido de voto.

O que não pode é transformar a porta da seção em campanha. Distribuir santinhos, pedir voto, abordar pessoas, formar grupos padronizados, usar som ou tentar convencer eleitores no dia da votação pode caracterizar boca de urna.

O melhor comportamento é simples: votar, respeitar a fila e deixar o entorno da escola limpo. O eleitor não precisa disputar espaço visual no chão, no muro ou na entrada para participar da democracia.

Santinho no chão também fala sobre respeito

O derrame de santinhos revela mais do que uma tentativa irregular de propaganda. Ele mostra desprezo pela cidade, pelos eleitores, pelos trabalhadores da limpeza e pela própria regra comum que permite a eleição acontecer.

A eleição não combina com sujeira escondida de madrugada. Quem tenta influenciar o voto espalhando papel perto de seção eleitoral aposta na desordem, não na força de uma proposta apresentada com transparência.

Para o cidadão, o recado é direto: santinho jogado no chão não deve decidir voto. Se a escolha ainda estiver em dúvida, o caminho responsável é consultar informações oficiais, avaliar propostas e votar com liberdade, não seguir papel arremessado na rua.

A ordem também protege o voto

A democracia precisa de urna funcionando, mas também de rua minimamente organizada. Sem segurança, sem limpeza, sem respeito à seção e sem fiscalização, o direito de votar fica cercado por ruído, pressão e desconfiança.

A operação deste domingo mostra que a eleição também depende de bastidor. Enquanto o eleitor vê a fila e a urna, equipes de segurança acompanham câmeras, ocorrências, trânsito, denúncias e possíveis irregularidades.

O voto livre começa antes da cabine. Começa quando ninguém é pressionado na porta da escola, quando a cidade não é tomada por propaganda clandestina e quando o eleitor sabe que pode denunciar sem enfrentar sozinho quem tenta desrespeitar a regra.

Fontes e Documentos:

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.