O ano de 2025 consolidou a Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) como um dos principais vetores da política ambiental do país. Com foco na preservação do Cerrado, no combate aos incêndios florestais, na educação ambiental e na sustentabilidade, a pasta ampliou programas estratégicos e colocou o DF em posição de protagonismo na agenda climática nacional e internacional.
Esse avanço ganhou visibilidade com a atuação do Distrito Federal na COP 30, onde o governo local apresentou políticas públicas bem-sucedidas de conservação ambiental e firmou parcerias internacionais em energia renovável. Internamente, a 5ª Conferência Distrital do Meio Ambiente debateu propostas para enfrentar a emergência climática, fortalecendo a participação social e a formulação de soluções de longo prazo.
No enfrentamento aos incêndios florestais, a Sema-DF apostou em inovação. O projeto DF Sem Fogo passou a utilizar inteligência artificial, com câmeras e algoritmos inteligentes para monitorar áreas críticas do Cerrado. O resultado foi expressivo: houve redução de 32,4% da área queimada em comparação com 2024. Os dados passaram a integrar o Sistema Distrital de Informações Ambientais (Sisdia), ferramenta que orienta decisões estratégicas e ações preventivas.
A política de educação ambiental também ganhou escala. Mais de 700 estudantes participaram de atividades educativas, enquanto ações integradas com diversos órgãos públicos ampliaram a conscientização da população sobre prevenção de incêndios e preservação ambiental.
Na proteção da vegetação nativa, o DF registrou um dado histórico. Segundo o MapBiomas, o desmatamento caiu 95,1%, o menor índice já registrado. Além disso, foram plantadas 15 mil mudas nativas em áreas prioritárias. Para garantir a manutenção dessas regiões, a Sema-DF lançou um edital de R$ 3,8 milhões voltado ao monitoramento e à recuperação ambiental.
O secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, atribui os resultados à integração entre tecnologia, gestão pública e participação social. Segundo ele, o uso de inovação aliado ao engajamento comunitário e institucional tem sido decisivo para proteger o Cerrado e fortalecer as políticas ambientais do DF.
A vice-governadora Celina Leão reforçou que a agenda ambiental é estratégica para o governo. Para ela, o Distrito Federal busca conciliar desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental, assumindo um papel de vanguarda em soluções sustentáveis que dialogam com o Brasil e o mundo.
Ao longo do ano, a Sema-DF também ampliou sua presença em espaços de diálogo e educação. Participou da Feira do Livro de Brasília, com o tema “Meio ambiente e sustentabilidade”, e da Campus Party, promovendo debates ambientais. Realizou seminários sobre participação popular, reflorestamento e organizou o Fórum Distrital para prevenção de incêndios em 2026.
Outras iniciativas reforçaram o uso sustentável dos recursos naturais. O turismo ecológico avançou com o lançamento de um portal sobre trilhas no DF, enquanto o Campeonato de Pesca, realizado em três etapas, destacou a importância do uso responsável dos recursos hídricos.
Com esse conjunto de ações, a Sema-DF encerrou 2025 reafirmando o compromisso com uma capital mais verde, resiliente e ambientalmente consciente, mostrando que política ambiental consistente se constrói com dados, participação e decisões que resistem ao tempo.

