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2ª vaga para o Senado ainda em aberto

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

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Michelle aparece à frente, enquanto Leila e Bia disputam voto a voto

A reta final da disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado mostra uma corrida apertada pela segunda cadeira. Na pesquisa estimulada divulgada nesta quinta-feira (1º), Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 23% das intenções de voto, seguida por Leila do Vôlei (PDT), com 17,7%, Bia Kicis (PL), com 17,3%, e Erika Kokay (PT), com 14,4%.

O levantamento ouviu 1.225 pessoas em 31 das 33 regiões administrativas do DF. As entrevistas foram presenciais, realizadas entre 26 e 28 de setembro, e a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número DF-00922/2026.

O cenário reforça a importância do segundo voto para o Senado. Em 2026, cada eleitor do Distrito Federal deverá escolher dois candidatos diferentes para senador, porque duas das três cadeiras da unidade da Federação estarão em disputa.

Estimulada mostra diferença estreita

Na pesquisa estimulada, Leila e Bia aparecem praticamente no mesmo patamar numérico. A diferença entre as duas é de quatro décimos de ponto percentual, o que coloca a disputa pela segunda vaga no centro da reta final.

Erika Kokay aparece próxima do grupo que disputa a segunda cadeira. Com 14,4%, a candidata petista permanece no bloco competitivo da pesquisa, em um cenário ainda influenciado por indecisos, voto branco, voto nulo e escolha incompleta do segundo nome.

Sebastião Coelho (Novo) registra 2,3% na estimulada. O resultado aparece abaixo do grupo principal, mas mantém o candidato no quadro da disputa apresentado pelo levantamento.

Espontânea mostra eleitor ainda em decisão

Na consulta espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor, Michelle aparece com 16%. Bia vem em seguida, com 11,6%; Leila registra 9,9%; Erika, 8,8%; e Sebastião Coelho, 1,1%.

O dado mais sensível da espontânea está entre quem ainda não definiu voto. Entre os entrevistados, 35,9% disseram não saber em quem votar, 8,9% afirmaram voto branco ou nulo e 7,4% não escolheram o segundo candidato.

Esse volume mostra que a eleição ao Senado ainda depende de decisão prática do eleitor na urna. Como são dois votos para o cargo, não basta escolher apenas um nome; deixar o segundo voto em branco, anular ou repetir o mesmo candidato pode alterar a composição final da disputa.

Dois votos mudam a estratégia das campanhas

A eleição para o Senado tem uma lógica diferente da disputa para governador. Não há segundo turno para senador; vencem os candidatos mais votados, e, em 2026, cada eleitor poderá registrar duas escolhas para preencher as duas vagas do DF.

Essa regra faz as campanhas disputarem não apenas preferência, mas combinação de votos. Candidatos tentam convencer o eleitor de que o segundo voto também importa, especialmente quando há candidaturas próximas no mesmo campo político ou em campos adversários.

A disputa pela segunda cadeira fica mais sensível porque parte do eleitorado ainda pode votar de forma incompleta. Quem escolhe apenas um nome reduz sua própria participação na definição das duas vagas disponíveis.

Candidatas reagem aos números

Bia Kicis afirmou que o resultado indica união de eleitores de direita em torno de dois nomes. A candidata defendeu a combinação de votos em Michelle e Bia e disse que a reta final exige presença nas ruas.

Leila do Vôlei ressaltou confiança na permanência entre as duas vagas e afirmou que seguirá percorrendo o DF até o fim da campanha. A candidata também disse enfrentar ataques e declarou que levará questionamentos à Justiça Eleitoral.

Erika Kokay afirmou que o cenário segue indefinido e lembrou que pesquisas anteriores já subestimaram candidaturas de seu campo político. A candidata também criticou adversários e defendeu sua trajetória pública no Distrito Federal.

Voto para senador exige atenção na urna

O eleitor deve votar duas vezes para o Senado e escolher candidatos diferentes. Se repetir o mesmo nome nas duas telas, o segundo voto é desconsiderado, o que reduz a participação do eleitor na definição completa das vagas.

Na urna, o Senado aparecerá duas vezes na sequência de votação. As escolhas para senador virão depois dos votos para deputado federal e deputado distrital e antes dos votos para governador e presidente.

A orientação prática é chegar à seção com os dois números anotados em papel. Isso reduz erro, evita demora na cabine e ajuda o eleitor a usar integralmente os dois votos disponíveis.

Segunda vaga concentra tensão política

A diferença estreita entre Leila e Bia transforma a segunda cadeira no ponto mais disputado da pesquisa. Michelle aparece numericamente à frente, enquanto Leila, Bia e Erika disputam a faixa seguinte de intenção de voto.

O resultado também mostra como a eleição ao Senado pode ser decidida por detalhes. Segundo voto, indecisos, voto branco, voto nulo e mobilização final podem ter peso relevante em uma disputa com candidaturas próximas.

A leitura precisa ser feita com cautela. Pesquisa eleitoral é fotografia de um período específico, não resultado antecipado; ela mostra como os entrevistados declararam intenção de voto entre 26 e 28 de setembro.

O que a disputa revela sobre o Senado no DF

A reta final confirma que o eleitor do DF não está escolhendo apenas nomes, mas o tipo de representação que levará ao Congresso. O Senado vota leis, sabatina autoridades, participa de CPIs, analisa indicações e influencia decisões nacionais que chegam à vida cotidiana.

A disputa pela segunda vaga mostra a força do voto combinado. Em uma eleição com dois assentos em jogo, o primeiro voto pode expressar preferência principal, mas o segundo ajuda a definir a composição completa da bancada.

Para o cidadão, a mensagem central é simples: quem pretende participar da escolha das duas vagas precisa decidir dois nomes. Na urna, a ausência de uma segunda escolha também produz efeito político.

Fontes e Documentos:

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