back to top
24 C
Brasilia
segunda-feira, 8 junho 2026, 02:20
Publicidade
Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeUm terço dos médicos deixou a Atenção Primária à Saúde entre 2022...

Um terço dos médicos deixou a Atenção Primária à Saúde entre 2022 e 2024

Publicado em

Reportagem:
Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

PEC do fim da 6×1 deve passar por comissão no Senado

A escala 6x1 deve passar por comissões no Senado Federal, após Alcolumbre defender debate sem pressa sobre a PEC.

Culturas tradicionais ganham política nacional

Culturas tradicionais ganham política nacional para proteger mestres, comunidades, festas populares e saberes do Brasil.

Novas leis ampliam proteção às mulheres brasileiras

Feminicídio e violência digital são alvo de novas leis que criam cadastro de agressores e cobram ação de plataformas.

INCA alerta sobre riscos de cigarros com sabor para jovens

INCA aponta aumento do apelo de sabores e vapes entre jovens e defende segurança regulatória para restringir aditivos no país.

App do Bolsa Família mostra bloqueios e pendências

Bolsa Família terá app atualizado para consultar bloqueios, parcelas e pendências do benefício. Veja o que muda.

Paraíba recebe R$ 6,18 milhões após chuvas

Chuvas Paraíba terão R$ 6,18 milhões do governo federal para reparar danos e recuperar infraestrutura afetada.
Publicidade

Entre 2022 e 2024, cerca de 33,9% dos médicos deixaram seus cargos na Atenção Primária à Saúde (APS), principal porta de entrada do SUS. Os dados são de um novo levantamento feito pela Umane, em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia da FGV. A evasão é maior em regiões com menor PIB per capita, como Maranhão e Paraíba. Já estados com maior renda, como São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal, registram menor rotatividade.

A pesquisa, baseada em dados oficiais como Datasus, Sisab e IBGE, está disponível em um painel interativo no Observatório da Saúde Pública. O estudo busca ajudar gestores a mapear falhas e potencializar ações nas unidades básicas.

Marcella Abunahman, médica de família e pesquisadora da FGVsaúde, alerta que a saída de profissionais impacta diretamente a comunidade: “Demora um ano até um médico conhecer seu paciente. A rotatividade quebra vínculos e afeta a qualidade do cuidado.”

O levantamento também expõe disparidades em exames preventivos e cobertura vacinal. A taxa nacional de internações por causas evitáveis ficou em 20,6% em 2024, com Norte e Nordeste acima da média. Nenhum estado atingiu os 95% recomendados para vacinas em bebês menores de um ano.

Apesar dos desafios, o estudo reconhece avanços na cobertura da APS. Para Pedro Ximenez, cientista de dados da FGV, a base representa “um diagnóstico inicial importante” para orientar políticas públicas mais eficientes e equitativas.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.