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InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeUnB desenvolve moléculas inovadoras para combater o Alzheimer

UnB desenvolve moléculas inovadoras para combater o Alzheimer

Publicado em:

Reporter: Jeferson Nunes

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Um grupo de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) está desenvolvendo novos compostos terapêuticos para combater a doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência no mundo. O estudo, que une física, bioinformática, nanotecnologia e farmacologia, foca na criação de peptídeos capazes de impedir a formação de placas de beta-amiloide, principal proteína associada à enfermidade.

O projeto, coordenado pela professora Luana Cristina Camargo e apoiado pela FAPDF, partiu de um composto extraído da peçonha da vespa brasileira Polybia occidentalis. O objetivo é aprimorar essa substância para torná-la ainda mais eficaz no tratamento da doença.

“Nosso objetivo foi aprimorar a octovespina e aumentar sua eficácia por vias menos invasivas, explorando todo o potencial da bioinformática para projetar moléculas mais eficientes”, explica Luana.

Avanços e próximos passos

A equipe já criou um análogo da octovespina, alterando um aminoácido para melhorar a absorção no organismo. Essa inovação já resultou no depósito de uma patente. Outra criação é a alzpeptidina, uma molécula híbrida que pode atravessar a barreira hematoencefálica e desestabilizar as placas de beta-amiloide.

Os próximos passos incluem testes de eficácia in vitro e em modelos animais, além da aplicação de nanotecnologia para otimizar a entrega dos compostos ao cérebro.

Apesar dos avanços, a pesquisa enfrenta desafios como a demora na importação de reagentes. No entanto, a pesquisadora destaca o apoio da FAPDF, que tem sido fundamental para a gestão e viabilização do projeto.

Ciência brasileira e o potencial da biodiversidade

A pesquisa da UnB não só representa uma nova esperança no tratamento do Alzheimer, mas também reforça a importância de valorizar a ciência nacional e a rica biodiversidade do país. O trabalho demonstra que a natureza brasileira pode inspirar soluções inovadoras para grandes desafios de saúde pública.

O presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, ressalta que o estudo é um exemplo de como a produção científica do Distrito Federal pode ter relevância global. “Nosso papel é garantir que ideias como essa tenham as condições necessárias para avançar e beneficiar a sociedade”, afirma.

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