Publicidade
InícioBrasilPolíticaLula reforça soberania do Brasil e critica tarifas dos EUA

Lula reforça soberania do Brasil e critica tarifas dos EUA

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Marta Borges

Cobertura relacionada

Jornalistas sofreram 14 mil ataques nas eleições

Levantamento identificou mais de 14 mil ataques contra jornalistas e veículos no X e Instagram durante o primeiro turno das Eleições 2026.

Mercado eleva previsão da inflação para 5,22% em 2026

Boletim Focus mostra quarta alta seguida na projeção do IPCA de 2026, manutenção do PIB em 1,85% e queda da estimativa da Selic.

Agências do Trabalhador têm 751 vagas nesta quarta-feira 14/10

DF tem 751 vagas nas Agências do Trabalhador nesta quarta-feira 14/10, com destaque para oportunidades no Guará.

Anvisa aprova novo medicamento para lúpus

Gazya, à base de obinutuzumabe, ganha nova indicação para adultos com lúpus ativo moderado a grave.

Afogamentos no Lago Paranoá reacendem alerta sobre segurança

Mortes no Lago Paranoá expõem riscos de banho, esportes náuticos e navegação, com orientações de prevenção e segurança.

PEC do fim da escala 6×1 chega à fase decisiva no Senado

PEC 221/2019 reduz jornada semanal para 40 horas e garante dois dias de descanso; Senado deve votar primeiro turno nesta quarta.
Publicidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou nesta terça-feira (26) a segunda reunião ministerial de 2025, orientando seus ministros a defenderem a soberania do país em declarações públicas. Ao comentar a política dos Estados Unidos de elevar tarifas contra parceiros comerciais, Lula afirmou que o Brasil não aceitará “desaforo, ofensas e petulância de ninguém”.

Segundo o presidente, as decisões do governo americano, sob Donald Trump, são descabidas, mas o Brasil mantém disposição para negociar questões comerciais. “Estamos dispostos a sentar à mesa em igualdade de condições. O que não estamos dispostos é sermos tratados como subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém”, declarou.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, apresentou dados sobre o impacto do tarifaço norte-americano sobre exportações brasileiras: 35,6% de tudo que é exportado aos EUA está sujeito a uma tarifa de 50%. A política faz parte da estratégia dos EUA de elevar tarifas para recuperar competitividade frente à China.

Alckmin detalhou que 23,2% das exportações brasileiras são taxadas segundo a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial norte-americana, que incide sobre aço, alumínio e cobre (50%) e automóveis e autopeças (25%). O restante, 41,3% das exportações, sofre tarifa de 10%.

Para mitigar os efeitos, o governo brasileiro lançou o Plano Brasil Soberano, com medidas que incluem:

  • Linha de crédito de R$ 30 bilhões para exportadores;

  • Alterações no seguro de crédito à exportação e fundos garantidores;

  • Suspensão de tributos sobre insumos importados (drawback);

  • Compras governamentais de produtos que deixaram de ser exportados.

Além disso, a política de comércio exterior do governo prioriza a abertura de novos mercados. Ainda hoje, Alckmin e ministros embarcam para o México para explorar oportunidades em agricultura, biocombustíveis, aviação, energia e setor industrial.

Lula reforçou que o país continuará a dialogar com parceiros internacionais, mas sem abrir mão da soberania, do Estado de Direito e da separação dos poderes.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.