Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeAnvisa descarta relação entre paracetamol na gravidez e autismo após fala de...

Anvisa descarta relação entre paracetamol na gravidez e autismo após fala de Trump

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Sarampo nos EUA acende alerta para o negacionismo

Surto de sarampo nos EUA supera 4,4 mil casos e amplia alerta no Brasil, que mantém certificação sem transmissão endêmica.

Anvisa aprova novo medicamento para lúpus

Gazya, à base de obinutuzumabe, ganha nova indicação para adultos com lúpus ativo moderado a grave.

Anvisa aprova remédio para esquistossomose em crianças

Registro do Farmanguinhos Arpraziquantel amplia tratamento da esquistossomose em crianças pequenas.

Saúde pode evitar 739 mil mortes e elevar PIB

Estudo estima que ações efetivas de saúde podem evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil e ampliar a vida saudável.

Alopecia vai além do cabelo

Histórias de pacientes mostram impactos físicos, emocionais e sociais da alopecia areata e o debate sobre direitos no Brasil.

Transporte gratuito ajuda eleitor a votar

Transporte gratuito no dia da eleição terá regras diferentes em capitais, regiões metropolitanas e linhas intermunicipais do país.
Publicidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou nesta quarta-feira (24) que não há registros no Brasil que relacionem o uso de paracetamol durante a gravidez ao desenvolvimento de autismo. A manifestação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir existir tal ligação, declaração que repercutiu internacionalmente.

No Brasil, a fala gerou apreensão, sobretudo entre mães de crianças autistas, que relataram preocupação e até sentimento de culpa em grupos de maternidade e redes sociais.

Rayanne Rodrigues, estudante de Farmácia e mãe de uma criança com autismo nível dois de suporte, destaca que o problema está na disseminação de desinformação.

“Uma mulher grávida já não tem um leque muito grande de medicamentos que pode tomar. Situações como essa acabam culpabilizando mais ainda a mãe, sendo que nós não temos culpa. Vários fatores podem ocasionar o autismo”, disse.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também se pronunciou nas redes sociais para tranquilizar a população, reforçando que não existe comprovação científica sobre a relação citada por Trump.

Contexto científico

O autismo (Transtorno do Espectro Autista – TEA) é uma condição multifatorial, resultado da interação de fatores genéticos e ambientais, sem que exista um único agente responsável. Pesquisadores alertam que correlações simplistas — como a associação do uso de um medicamento isolado durante a gestação ao diagnóstico de TEA — podem reforçar estigmas e culpas indevidas.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.