Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeAnvisa descarta relação entre paracetamol na gravidez e autismo após fala de...

Anvisa descarta relação entre paracetamol na gravidez e autismo após fala de Trump

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Senado amplia crédito do FGTS para hospitais até 2030

Crédito do FGTS para hospitais filantrópicos é aprovado até 2030. Veja as entidades atendidas, os juros e os próximos passos.

Ampliados tratamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla

Tratamento pediátrico para lúpus e esclerose múltipla é ampliado pela Anvisa. Veja as idades, indicações e cuidados necessários.

Operação mira lavagem de R$ 100 milhões por facções

Operação Hawala mira rede acusada de lavar R$ 100 milhões para TCP, CV e PCC. Veja como funcionava o esquema investigado.

Fiocruz conclui tecnologia para produzir remédio contra HIV

Dolutegravir tem transferência tecnológica concluída pela Fiocruz. Veja o que falta para os lotes nacionais chegarem aos pacientes do SUS.

Governo prepara teto do MEI de R$ 140 mil até 2028

Governo prepara aumento gradual do teto do MEI para R$ 140 mil até 2028. Entenda o que muda, os prazos e por que a regra ainda não vale.

Governo articula combate ao crime no setor de combustíveis

Crime organizado avança sobre o mercado de combustíveis e mobiliza órgãos policiais, fiscais e reguladores. Veja o que está em discussão.
Publicidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou nesta quarta-feira (24) que não há registros no Brasil que relacionem o uso de paracetamol durante a gravidez ao desenvolvimento de autismo. A manifestação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir existir tal ligação, declaração que repercutiu internacionalmente.

No Brasil, a fala gerou apreensão, sobretudo entre mães de crianças autistas, que relataram preocupação e até sentimento de culpa em grupos de maternidade e redes sociais.

Rayanne Rodrigues, estudante de Farmácia e mãe de uma criança com autismo nível dois de suporte, destaca que o problema está na disseminação de desinformação.

“Uma mulher grávida já não tem um leque muito grande de medicamentos que pode tomar. Situações como essa acabam culpabilizando mais ainda a mãe, sendo que nós não temos culpa. Vários fatores podem ocasionar o autismo”, disse.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também se pronunciou nas redes sociais para tranquilizar a população, reforçando que não existe comprovação científica sobre a relação citada por Trump.

Contexto científico

O autismo (Transtorno do Espectro Autista – TEA) é uma condição multifatorial, resultado da interação de fatores genéticos e ambientais, sem que exista um único agente responsável. Pesquisadores alertam que correlações simplistas — como a associação do uso de um medicamento isolado durante a gestação ao diagnóstico de TEA — podem reforçar estigmas e culpas indevidas.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.