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Lista suja do trabalho escravo cresce 20% no Brasil

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Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou o cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecida como Lista Suja. A nova lista passou a contar com 159 nomes, representando um aumento de 20% em comparação à divulgação anterior.

Do total, a lista inclui 101 pessoas físicas e 58 pessoas jurídicas. A iniciativa, publicada semestralmente, tem o objetivo de dar transparência aos resultados das ações fiscais de combate ao trabalho escravo em todo o Brasil. O MTE reforça o compromisso com a fiscalização para erradicar essa prática.

Resgates e Foco em Minas Gerais e Setor Urbano

Os dados do MTE revelam a persistência do problema no país. Entre 2020 e 2025, um total de 1.530 trabalhadores foram resgatados de situações degradantes.

A análise das infrações mostra uma alta concentração em algumas regiões e atividades econômicas. Os estados com o maior número de empregadores na lista são:

  • Minas Gerais: 33 casos
  • São Paulo: 19 casos
  • Mato Grosso do Sul: 13 casos
  • Bahia: 12 casos

Ademais, as atividades com maior número de ocorrências são: criação de bovinos para corte (20 casos), serviços domésticos (15), cultivo de café (9) e construção civil (8). É importante notar que 16% das inclusões na Lista Suja estão relacionadas a atividades econômicas do meio urbano.

Denúncias Podem Ser Feitas pela Internet

Para auxiliar o combate e permitir a ação imediata do poder público, a denúncia de trabalho análogo à escravidão pode ser feita de forma sigilosa e online.

O canal oficial para o recebimento de denúncias é o Sistema Ipê, uma plataforma exclusiva que garante o anonimato do denunciante. Assim, qualquer cidadão no Brasil pode colaborar ativamente no enfrentamento a este crime.

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