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Disque-Cerrado inicia plantio de mil árvores no Jardim Botânico

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

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Moradores do Jardim Botânico receberam, nesta terça-feira (28), as primeiras mudas do Disque-Cerrado, um projeto que envolve o Brasília Ambiental e o Projeto Ação Oikos, localizado no Centro de Práticas Sustentáveis (CPS). A iniciativa distribui gratuitamente espécies nativas e realiza o plantio em áreas urbanas do Distrito Federal, com a meta de plantar mil árvores no bairro nesta primeira fase, além de já ter produzido quase 10 mil mudas no viveiro do projeto.

O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, acompanhou o plantio no Condomínio Mônaco, no Setor Habitacional Tororó, ao lado de técnicos, lideranças comunitárias e moradores. No local, foi plantada uma muda de pimenta-de-macaco, espécie típica do bioma cerrado.

“Hoje estamos tirando esse plano do papel. A ideia é desenvolver o espírito de preservação e reflorestamento. Cada árvore adulta pode resgatar até 25 quilos de gás carbônico por ano, ajudando a equilibrar o clima e a melhorar a qualidade de vida da população”, explicou.

Expansão para outras regiões

Segundo Nemer, a proposta é levar a experiência piloto do Jardim Botânico para outras regiões do DF, ampliando o alcance da arborização e a conscientização sobre o cerrado, um bioma essencial para garantir a água e a vida no Planalto Central.

Como funciona o serviço

Além dos benefícios ambientais, o programa busca estimular o envolvimento direto da população na recuperação do cerrado. Para solicitar as mudas, o morador preenche um formulário online e aguarda o agendamento da equipe técnica, que realiza o plantio e orienta sobre os cuidados necessários. O serviço é gratuito e organizado de acordo com a demanda por região.

Mobilização comunitária

A moradora Denize Rosana Jalovitzki, que acompanhou o plantio nesta terça, conta que a mobilização começou dentro do próprio condomínio. “Nós vimos a degradação da área e resolvemos agir. Criamos uma comissão, buscamos apoio da administração e, quando surgiu o Disque-Cerrado, fizemos a solicitação. A ideia é iniciar o reflorestamento por uma área mais degradada e seguir expandindo”, contou.

Ela também destacou a importância da participação comunitária: “Essa regeneração é gradativa e a gente precisa cuidar. A sensação é de gratidão, porque sem o apoio dos órgãos públicos seria difícil, não são todos os condomínios que possuem verba e nem todos os moradores se importam em fazer esse trabalho. Agora conseguimos unir forças e despertar o sentimento de pertencimento nos moradores”.

Parceria entre sociedade e governo

Para a presidente do Movimento Comunitário Jardim Botânico e criadora da ação Oikos, Rose Marques, o projeto é resultado positivo da parceria entre sociedade civil e governo.

“O movimento atua como elo entre os moradores e o Estado. O Brasília Ambiental tem sido um grande parceiro, porque sem o envolvimento do cidadão, o governo sozinho não consegue preservar o meio ambiente. A união é o que garante resultados duradouros”, afirmou.


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