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CLIMA GLOBAL RETORNA AO BRASIL NA COP30 EM BELÉM

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Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

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O mundo volta a olhar para o Brasil a partir de 10 de novembro. Representantes de países se reúnem em Belém (PA) para a 30ª Conferência das Partes (COP30). O objetivo é claro: acelerar as ações climáticas globais. Neste ano, o evento retorna ao país que lançou a semente do debate, fechando um ciclo histórico iniciado há mais de três décadas.

A crise climática será debatida em meio a outros conflitos globais, incluindo a crise do multilateralismo. Contudo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou que a organização “nunca foi tão essencial”.

Foi nesse espírito multilateral que o primeiro tratado climático surgiu. Em 1992, a proposta de convenção foi apresentada no Rio de Janeiro. Isso ocorreu durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ficou conhecida como Eco92.

A Força da Ciência

O alerta climático soava desde 1988, vindo da Organização Mundial de Meteorologia e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Todavia, a real compreensão das causas veio com a criação do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC).

O primeiro relatório do IPCC motivou a criação do Comitê Intergovernamental de Negociação (INC). Consequentemente, o objetivo do INC era estabelecer metas para enfrentar o problema das emissões de gases de efeito estufa. Assim, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), lançada no Rio, deu início à história das COPs.

Após a adesão de 196 países, o tratado entrou em vigor, prevendo encontros anuais de avaliação. A primeira Conferência das Partes (COP1) ocorreu em Berlim, Alemanha, em 1995. Desde então, a Convenção evoluiu, incorporando novos compromissos e mecanismos financeiros. Instrumentos cruciais, como o Protocolo de Quioto, o Acordo de Paris e o Balanço Global, moldaram o formato e as responsabilidades do tratado.

O Rastro das COPs

Confira os locais e os principais acordos resultantes de cada Conferência das Partes:

  • 1ª – Berlim, Alemanha (1995) – Mandato de Berlim
  • 2ª – Genebra, Suíça (1996)
  • 3ª – Quioto, Japão (1997) – Protocolo de Quioto
  • 4ª – Buenos Aires, Argentina (1998)
  • 5ª – Bonn, Alemanha (1999)
  • 6ª – Haia, Holanda (2000) – Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
  • 7ª – Marraquexe, Marrocos (2001) – Acordos de Marraquexe
  • 8ª – Deli, Índia (2002)
  • 9ª – Milão, Itália (2003) – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
  • 10ª – Buenos Aires, Argentina (2004) – Inventário Nacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa
  • 11ª – Montreal, Canadá (2005)
  • 12ª – Nairóbi, Quênia (2006)
  • 13ª – Bali, Indonésia (2007)
  • 14ª – Posnânia, Polônia (2008)
  • 15ª – Copenhague, Dinamarca (2009) – Acordo de Copenhague
  • 16ª – Cancún, México (2010)
  • 17ª – Durban, África do Sul (2011) – Fundo Verde para o Clima
  • 18ª – Doha, Catar (2012) – Convenção de Doha
  • 19ª – Varsóvia, Polônia (2013)
  • 20ª – Lima, Peru (2014)
  • 21ª – Paris, França (2015) – Acordo Paris
  • 22ª – Marraquexe, Marrocos (2016)
  • 23ª – Bonn, Alemanha (2017) – Powering Past Coal Alliance e Plano de Ação de Gênero
  • 24ª – Katowice, Polônia (2018)
  • 25ª – Madri, Espanha (2019)
  • 26ª – Glasgow, Escócia (2021) – Livro de Regras do Acordo Paris e Mercado de Carbono (Artigo 6)
  • 27ª – Sharm El Sheikh, Egito (2022)
  • 28ª – Dubai, Emirados Árabes (2023) – Balanço Global
  • 29ª – Baku, Azerbaijão (2024)
  • 30ª – Belém, Brasil (2025)

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