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Festival celebra cultura negra no Museu Nacional da República

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Paulo Andrade

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O Museu Nacional da República recebe, de quinta (20) a sábado (22), o Consciência Negra 2025, um dos maiores festivais dedicados à celebração da cultura afro-brasileira no Distrito Federal. Organizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) em parceria com o Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade e com apoio da Sejus-DF, o evento transforma a Esplanada em um espaço de memória, formação, arte e reflexão.

Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados pela plataforma Sympla, com a doação de 1 kg de alimento não perecível. Para o titular da Secec-DF, Claudio Abrantes, o festival reforça o compromisso do GDF com políticas públicas que reconhecem e valorizam a contribuição histórica da população negra. Segundo ele, a proposta é garantir que a cultura funcione como instrumento de cidadania e inclusão.

A Arena Dona Lydia volta a ser o palco central da música negra. Na quinta-feira, Ludmilla se apresenta às 22h30, seguida de Alexandre Pires à 0h30. A sexta reúne Uel, Timbalada e Mumuzinho. No sábado, o público acompanha Benzadeus, Carlinhos Brown e Psirico. Artistas do DF, como Laady B, Ju Moreno, Marcelo Café, Israel Paixão, Os Pacificadores e Dhi Ribeiro, completam a programação.

O festival amplia o olhar para o empreendedorismo de matriz africana na Feira Kitanda, que reúne moda autoral, estética, arte, acessórios, bem-estar e gastronomia. Quem busca a culinária tradicional encontra pratos como acarajé, moqueca e outras comidas típicas no espaço Sabores do Quilombo, preparados por cozinheiras e cozinheiros que preservam técnicas ancestrais.

A formação crítica se concentra na Tenda Muntu, que recebe debates sobre educação libertadora, letramento racial, estética negra, políticas de identidade e desafios contemporâneos. Participam nomes como Mariana Regis, Gina Vieira, Flávia Santos, Eric Marques, Victor Hugo Soulivier, Fábio Esteves, Ruth Venceremos, Patrick Jhonnes, Marcus Oliveira, Cristiane Sobral, Nanda Fer Pimenta, Dandara Suburbana, Nelson Inocêncio, Mariléa de Almeida, Carla Akotirene e Ludymilla Santiago.

Os cortejos reforçam espiritualidade e celebração popular. O festival abre com o Afoxé Ogum Pá e encerra com o grupo cultural Obará, que conduz o público antes das atrações da noite.

Com o tema Raízes que Conectam o Futuro, o Consciência Negra 2025 celebra ancestralidade, promove diálogos sobre identidade e coloca a população negra no centro da formação cultural brasileira. A programação integra música, moda, artes visuais, literatura, gastronomia, debates, infância e empreendedorismo, consolidando o evento como um marco anual da agenda cultural do DF.

A exposição Retratos, sediada na Galeria Ancestralidades, abre na quinta-feira às 11h, após a solenidade oficial e o cortejo do tradicional Boi do Seu Teodoro. A mostra segue até sábado, das 10h às 22h.

O Espaço Kids ganha destaque com atividades que fortalecem a oralidade e as tradições griôs. As crianças participam de contações de histórias, oficinas brincantes, vivências de percussão e dança afro. A Passarela Afrofuturo e o Espaço de Beleza Negra recebem oficinas de turbantes, tranças e o desfile Moda de Axé, assinado por Victor Soulivier, destacando a estética como forma de identidade e afirmação.

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