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Rioprevidência na mira: MP exige apuração sobre perdas milionárias

Publicado em:

Repórter: Marta Borges

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O Fundo de Pensão dos Servidores do Estado do Rio (Rioprevidência) está sob pressão direta do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). O órgão expediu uma recomendação formal nesta quarta-feira (26) exigindo que o Fundo e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ) adotem medidas imediatas para proteger o patrimônio previdenciário e recuperar as eventuais perdas geradas pela liquidação extrajudicial do Banco Master.

O caso é grave. Após a intervenção do Banco Central motivada por “graves irregularidades” no Banco Master, o Rioprevidência informou ter aplicado cerca de R$ 960 milhões na instituição, com vencimentos previstos para 2033 e 2034.

O MPRJ considera que o volume de aplicações expôs recursos destinados ao pagamento de benefícios previdenciários a um risco de crédito desproporcional e incompatível com os parâmetros de segurança exigidos para esse tipo de investimento.

Afastamento e investigação de gestores

A recomendação do Grupo de Atuação Especializada da Integridade do MPRJ não poupa a gestão. Entre as medidas exigidas estão:

  1. Abertura de processo administrativo interno para apurar as responsabilidades de gestores, consultores e membros de comitês que autorizaram ou mantiveram os investimentos.

  2. Afastamento cautelar de agentes diretamente envolvidos nas decisões.

  3. Propositura de ações judiciais para a reparação integral do dano apurado.

O MPRJ fixou um prazo de 10 dias para que os órgãos notificados informem as providências tomadas, sob pena de resultar em medidas administrativas e judiciais por dano ao erário.

Prejuízo extrapola o fundo de pensão

O problema atinge mais do que apenas o Fundo de Pensão. O MPRJ aponta que falhas na gestão desses investimentos resultaram na perda do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP).

O resultado prático para o estado é catastrófico:

  • Inscrição no CAUC (Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias).

  • Impedimento de receber repasses e transferências voluntárias da União.

  • Impossibilidade de contratar operações de crédito com bancos federais.

O MPRJ enfatiza a responsabilidade direta da Sefaz-RJ em atuar de forma coordenada com o Rioprevidência para sanear as pendências. Além disso, o órgão exige a apresentação, em 30 dias, de um plano conjunto de saneamento para regularizar o CRP.

O Fundo, por sua vez, nega que o valor do investimento seja superior a R$ 2,6 bilhões (cálculo veiculado anteriormente), alegando que o montante real aplicado é de cerca de R$ 960 milhões e que já esclareceu o cálculo ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

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