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Operação em Niterói mira grupo que aliciava estudantes

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Marta Borges

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Polícia investiga grupo virtual que adicionou alunos em Niterói

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, em Niterói, a Operação Pueri in Periculum para apurar crimes ligados a aliciamento e assédio sexual contra menores em um grupo virtual no qual estudantes de uma escola da Região Oceânica teriam sido adicionados.
Segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Niterói (DPCA-Niterói), a investigação começou após uma denúncia e levou à identificação de três administradores de um grupo com mais de 500 integrantes, alvos de mandados de busca e apreensão.

O que a operação busca esclarecer

De acordo com a corporação, a ação tem como foco reunir novas provas e identificar outros possíveis envolvidos, já que há indícios de que alunos de outras unidades escolares também possam ter sido adicionados ao grupo.
A Polícia Civil informou ainda que o nome da operação, em latim, significa “Crianças em Perigo”, e reforçou a orientação para que pais e responsáveis mantenham diálogo com filhos sobre riscos no ambiente virtual e procurem a polícia e a direção escolar diante de sinais de irregularidade.

Por que esse tipo de caso exige cuidado máximo

Em investigações envolvendo material de abuso sexual infantojuvenil e conteúdos de ódio, o principal risco imediato é a revitimização: quanto mais o conteúdo circula, maior o dano. Por isso, a recomendação central de especialistas e órgãos públicos é denunciar e não compartilhar, mesmo que a intenção seja “mostrar” o problema.
Do ponto de vista legal, a legislação brasileira tipifica como crime atos como divulgar esse tipo de material por meios digitais, conforme alterações no ECA introduzidas pela Lei 11.829/2008.

Como denunciar com segurança

Autoridades e organizações de referência apontam canais que reduzem o risco de exposição e preservam elementos úteis à apuração:

  • Disque 100 e Ligue 180, com possibilidade de denúncia gratuita e anônima, 24 horas.
  • SaferNet (Central Nacional de Denúncias) pelo site denuncie.org.br, com procedimento anônimo baseado no link do conteúdo.
  • Em situações específicas com repercussão internacional, o governo federal cita o canal Comunica PF para crimes cibernéticos relacionados a abuso sexual infantil.

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