O Governo do Distrito Federal apresentou nesta quinta-feira (18) o Plano Distrital de Combate à Violência contra a Mulher, uma iniciativa que promete transformar a forma como o poder público enfrenta a violência de gênero no território. O anúncio foi feito durante reunião da Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar, na Secretaria da Mulher (SMDF), e representa um avanço na articulação entre os órgãos públicos que atuam na proteção das mulheres.
Previsto na Lei nº 14.899/2024, o plano estabelece metas, ações e projetos estratégicos para prevenir e combater não apenas a violência doméstica e familiar, mas também outras formas de agressão que atingem mulheres e meninas no DF — como violência sexual, patrimonial, institucional e violência política de gênero. O documento deixa claro o compromisso do GDF em ampliar o alcance e a efetividade das políticas públicas voltadas a esse público.
Rede integrada fortalece proteção
A reunião reuniu representantes de diversas secretarias e órgãos de segurança: Educação (SEEDF), Justiça e Cidadania (Sejus-DF), Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Pessoa com Deficiência (SEPD), Segurança Pública (SSP-DF), além de Polícia Civil, Ministério Público e Corpo de Bombeiros Militar do DF.
Essa atuação integrada entre os órgãos fortalece a rede de proteção e garante respostas mais rápidas, humanizadas e eficientes às mulheres que vivem situações de violência. A ideia é que cada porta de entrada do sistema público esteja preparada para acolher, orientar e encaminhar essas mulheres de forma qualificada.
“A mulher que vive uma situação de violência encontra acolhimento e escuta qualificada em toda a nossa rede, com profissionais capacitados e preparados para orientar e proteger”, afirmou Giselle Ferreira, secretária da Mulher. Segundo ela, o foco do plano vai além do enfrentamento — investe também na prevenção, no empoderamento e na autonomia das mulheres. “Esse apoio é decisivo para romper ciclos de violência e reconstruir trajetórias”, completou.
Números que justificam a urgência
Os dados do Observatório de Violência contra a Mulher e Feminicídio mostram a dimensão do problema. Somente no primeiro semestre deste ano, foram prestados 24.983 atendimentos psicossociais, com o acolhimento de 11.226 mulheres em situação de vulnerabilidade no DF.
O observatório cruza informações sobre saúde, escolaridade, emprego, programas sociais e segurança pública, servindo como base para a formulação de políticas públicas cada vez mais alinhadas à realidade das mulheres do Distrito Federal.
Para Adjalma Dias, diretor de Gestão Estratégica da SSP-DF, o plano representa uma resposta concreta da sociedade. “Esse plano vem dar uma resposta para todos os tipos de violência”, destacou. “Temos muitas iniciativas de combate a esse crime contra a mulher no Distrito Federal”.

