Publicidade
InícioBrasíliaEconomia DFLoja colaborativa impulsiona artesãs na Feira da Torre

Loja colaborativa impulsiona artesãs na Feira da Torre

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Fabíola Fonseca

Cobertura relacionada

PF prende ex-presidente do BRB em nova fase da operação

Prisão no BRB recoloca o caso Master no centro da crise do banco público e amplia a pressão sobre governança e controle. Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Pix por aproximação fica sem teto fixo

Banco Central retira limite fixo de R$ 500 do Pix por aproximação, mas operações seguem sujeitas aos limites e à segurança da conta.

INSS permite consignado sem biometria em casos específicos

INSS permite autorização de consignado pelo Meu INSS para beneficiários sem biometria facial nas bases oficiais.

Vorcaro nega grupo de intimidação

Dono do Banco Master prestou depoimento à PF, negou atuação em “A Turma” e pediu liberdade por meio da defesa.

Operação Crédito Oculto mira R$ 11,6 bi

Receita e Gaeco investigam estruturas financeiras usadas para ocultar patrimônio e a compra de distribuidora de combustíveis pelo crime organizado.

BRB consolida entrega domiciliar de medicamentos de alto custo no DF

O programa BRB Serviços, voltado à entrega domiciliar de...
Publicidade

Fugir do óbvio virou escolha consciente para Luana Porto, moradora de Sobradinho. Ao lado da mãe, ela decidiu iniciar as compras de Natal fora do circuito tradicional e entrou na Loja Colaborativa Cerrado Feminino, na Feira da Torre de TV, em busca de presentes com identidade brasileira. “Procuro artesanato porque quero algo diferente e exclusivo. Tem pessoas da Europa que vão receber esses presentes. Preciso de algo que represente o Brasil”, afirma.

A loja é uma iniciativa da Secretaria da Mulher do DF, em parceria com o Sebrae-DF e o Instituto BRB. Inaugurado em junho, o espaço funciona aos sábados e domingos, das 9h às 17h, nos boxes 95 e 96 do Bloco C, reunindo artesãs do Distrito Federal selecionadas por chamamento público.

Geração de renda e visibilidade

Segundo a subsecretária de Promoção das Mulheres, Renata Daguiar, o projeto foi estruturado para fortalecer mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade. Ela destaca que o apoio institucional permitiu transformar o espaço em um ponto de venda organizado e com visibilidade real. O projeto conta com o respaldo do governador Ibaneis Rocha.

Além do local de comercialização, as artesãs recebem capacitação em empreendedorismo, marketing digital e vendas. De acordo com Renata, o objetivo é preparar as participantes para um mercado cada vez mais competitivo, ampliando as chances de autonomia financeira.

Aprendizado e curadoria

Entre as expositoras está Evaneide Diamantino, que trabalha com crochê e produz bolsas artesanais, acessórios e bonecos de amigurumi, técnica japonesa feita à mão. Para ela, estar na Feira da Torre é resultado de um processo exigente de aprendizado e avaliação. “Passamos por curadoria e aperfeiçoamento. Isso melhora acabamento, cores e qualidade”, relata.

Evaneide conta que iniciou no artesanato após cursos na Casa da Mulher Brasileira. Esta é a segunda edição da loja colaborativa. A primeira, segundo as participantes, teve resultado positivo e criou expectativa para o novo ciclo.

Consumidores valorizam o feito à mão

A aposentada Maria de Jesus Silva também se encantou com os produtos. Em busca de presentes de Natal, ela destaca o diferencial da feira. “É coisa feita pelos nossos artesãos. Eu gosto de valorizar esse trabalho”, afirma.

De acordo com a Secretaria da Mulher, este é o segundo ciclo do projeto e os resultados já aparecem. As vendas das artesãs cresceram mais de 100% em relação ao modelo anterior. Além da renda imediata, o projeto agrega qualificação e valor às peças, refletindo em ganhos futuros.

Histórias que se cruzam com o artesanato

Entre as 21 artesãs participantes está Telma Carvalho, de 72 anos, moradora de Taguatinga. Ela trabalha com crochê e bordado e vê a loja como reconhecimento. “É terapia, complemento de renda e valorização. Estar na Feira da Torre faz muita diferença. Passam turistas e moradores de todo lugar”, resume.

No meio do vaivém de compradores, o projeto mostra que artesanato não é só produto. É história, identidade e, para muitas mulheres, caminho concreto de autonomia.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.