O Governo do Distrito Federal nomeou, nesta segunda-feira (29), 3.959 novos servidores para atuar nas áreas de Educação, Segurança Pública e Saúde. As convocações constam nas edições Extra A e Extra B do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e foram formalizadas por decretos assinados pelo governador Ibaneis Rocha.
A medida fecha o ano de 2025 com um reforço expressivo no quadro funcional do DF e tem impacto direto na prestação de serviços públicos considerados estratégicos. Na prática, trata-se de uma injeção de pessoal em setores que sofrem, historicamente, com déficit de profissionais — especialmente na ponta do atendimento à população.
Educação concentra maior número de nomeações
O maior volume de nomeações ficou com a Educação, que recebeu 3 mil professores da educação básica. A expectativa do GDF é ampliar a capacidade de atendimento da rede pública, reduzir a sobrecarga de profissionais em sala de aula e minimizar lacunas provocadas por aposentadorias e afastamentos.
O governador afirmou que a nomeação faz parte de um compromisso contínuo da gestão com a valorização do serviço público e com a melhoria do atendimento direto ao cidadão, com foco em áreas consideradas fundamentais.
Segurança Pública ganha reforço nas forças
Na Segurança Pública, foram nomeados 680 agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e 172 servidores da Polícia Penal. O reforço ocorre em um contexto de pressão permanente sobre o sistema de segurança, especialmente nas atividades de investigação, custódia e execução penal.
Além disso, as edições extras do DODF também publicaram promoções por antiguidade de oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). As medidas alcançam diferentes quadros das corporações e incluem nomeações para o quadro de oficiais administrativos.
Saúde recebe médicos e reforça atenção em saúde mental
Na área da Saúde, o GDF nomeou 99 médicos aprovados em concurso público. Também foi autorizada a nomeação de oito novos médicos psiquiatras, após a perda de prazo de candidatos anteriormente convocados. Segundo o governo, a decisão preserva a ordem de classificação do concurso e evita prejuízos à assistência em saúde mental, uma das áreas mais sensíveis da rede pública.
No conjunto, as nomeações sinalizam uma estratégia de fechamento de ano com reforço institucional. Ainda assim, o desafio permanece: transformar números robustos em melhoria perceptível no atendimento diário da população — porque servidor nomeado é promessa; servidor em plena atividade é resultado.

