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Ataques de 8 de janeiro mudaram segurança dos Três Poderes

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

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Nesta quinta-feira (8), os ataques às sedes dos Três Poderes completam três anos. O 8 de janeiro de 2023 entrou para a história como o maior atentado às instituições da República desde a redemocratização, quando extremistas bolsonaristas invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, em Brasília.

Vidros foram quebrados, móveis históricos destruídos e obras de arte danificadas. Espaços simbólicos do poder público ficaram comprometidos. Após os ataques, os prédios foram fechados para visitação, passaram por restauração de acervos e, principalmente, por uma revisão profunda nos protocolos de segurança.

Três anos depois, a visitação pública foi retomada, mas sob regras mais rígidas — reflexo direto de um trauma institucional que ainda ecoa nos corredores do poder.

Congresso passou a inspecionar todos os acessos

Antes do 8 de janeiro, colaboradores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal não eram submetidos a inspeção diária. Nos fins de semana, visitantes passavam por detectores de metal e raio-X, mas não havia exigência de cadastro prévio ou identificação formal.

Esse cenário mudou radicalmente. Hoje, todo o público que acessa o Palácio do Congresso Nacional e seus anexos, incluindo servidores e prestadores de serviço, passa obrigatoriamente por detectores de metal e equipamentos de raio-X. A exceção são parlamentares e autoridades da República.

Segundo o Legislativo, o objetivo é impedir a entrada de armas, explosivos ou objetos que representem risco às pessoas e às instalações.

Identificação passou a ser regra para visitantes

Outra mudança permanente foi a exigência de documento oficial de identificação original para visitantes. O acesso depende de cadastro prévio em sistema informatizado da Câmara, regra que vale tanto para visitas institucionais durante a semana quanto para visitação turística em fins de semana e feriados.

Medidas semelhantes foram adotadas no STF e no Palácio do Planalto, com reforço de equipes, controle de fluxo e revisão de protocolos internos. Os prédios voltaram a receber o público, mas a lógica agora é clara: transparência institucional não anda mais sem segurança reforçada.

Três anos depois, os escombros foram removidos, os acervos recompostos e as portas reabertas. O alerta, porém, segue instalado — silencioso, mas permanente.

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