Alunos, professores e servidores da Escola Classe 415 de Samambaia vivem a expectativa pela entrega de um novo prédio, mais moderno, amplo, acessível e adequado às exigências do ensino público atual. A obra integra o programa de modernização das unidades educacionais do Governo do Distrito Federal (GDF). Até a conclusão, as aulas seguem provisoriamente no antigo Colégio Vital Brasil, sem prejuízo ao calendário escolar.
Em outubro de 2025, o governador Ibaneis Rocha entregou a Escola Classe 425 totalmente reconstruída. Já a EC 415 avança após a demolição do antigo prédio, e a EC 410 será a próxima da fila. Com isso, Samambaia completa um ciclo de três modernizações na mesma região administrativa. Segundo a Secretaria de Educação do DF (SEEDF), estruturas antigas de placas pré-moldadas de concreto estão sendo substituídas por prédios com melhor conforto térmico e acústico, ambientes mais amplos e espaços voltados à inovação pedagógica e à convivência escolar.
A diretora da EC 415, Josefa Lopes Nicácio, afirma que a nova escola atende a uma demanda histórica da comunidade. Ela lembra que a estrutura anterior não correspondia às necessidades dos estudantes e destaca que o novo prédio contará com salas de educação infantil com banheiros próprios, quadra coberta, refeitório, cozinha experimental e sala de música. Para a gestora, a mudança representa um salto de qualidade nas condições de ensino.
Atualmente, cerca de 800 estudantes são atendidos no espaço provisório. Com a reconstrução, o número de turmas deve passar de 28 para 32, ampliando a oferta de vagas na própria comunidade. A diretora ressalta que a escola poderá receber mais crianças da região e oferecer condições pedagógicas adequadas. “A escola é um mundo”, resume. “E o nosso mundo, chamado 415, vai continuar oferecendo educação pública de qualidade”.
A nova estrutura também fortalece o atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais. Hoje, são 75 estudantes matriculados nesse público. De acordo com Josefa, as novas salas permitirão mais conforto, acessibilidade e trabalho pedagógico diferenciado, condição essencial para a inclusão efetiva.
Para as famílias, a reconstrução vai além da obra física. O morador Rônisson Gonçalves, pai de dois alunos da escola, avalia que o investimento impacta diretamente o aprendizado e o bem-estar das crianças. Ele lembra que a comunidade aguardava a reforma desde 1991 e que, embora o espaço provisório tenha garantido as aulas, nada substitui a escola na própria quadra. Estudar perto de casa, segundo ele, traz segurança, conforto e vínculo comunitário.
Entre os alunos, a expectativa também é alta. A estudante do 3º ano, Isadora dos Santos Neves, de 8 anos, resume o sentimento com a sinceridade típica da idade. Ela comemora a proximidade da nova escola e imagina salas maiores, mais ventiladas e espaços como pátio, quadra, biblioteca, sala de vídeo e auditório. Se depender da empolgação, a EC 415 já está pronta — falta só terminar a obra.

