Corpo da última vítima é retirado e tragédia em lar de idosos chega a 12 mortos
Os bombeiros de Minas Gerais retiraram, na manhã desta sexta-feira, 6 de março, o corpo da última vítima que permanecia sob os escombros do prédio que desabou em Belo Horizonte, onde funcionava um lar de idosos. Com isso, subiu para 12 o número de mortos na tragédia ocorrida na madrugada de quinta-feira, 5 de março, no bairro Jardim Vitória.
No momento do desabamento, 29 pessoas estavam no edifício de quatro andares. Entre elas, havia idosos, cuidadores e uma criança de 2 anos, que foi resgatada com vida. Segundo os bombeiros, parte das vítimas conseguiu sair sozinha logo após o colapso, enquanto outras foram retiradas pelas equipes de resgate ao longo da operação, que durou quase 30 horas.
Resgate mobilizou bombeiros e vizinhos desde a madrugada
De acordo com as informações oficiais divulgadas pela Agência Brasil, nove pessoas conseguiram sair dos escombros por conta própria logo após o desabamento e receberam ajuda de vizinhos. As equipes do Corpo de Bombeiros, que chegaram minutos depois, continuaram o salvamento ao longo do dia e da madrugada seguinte. Durante os trabalhos mais recentes, foram encontrados quatro corpos, incluindo o último localizado na manhã desta sexta.
Na cobertura inicial da tragédia, os bombeiros haviam informado que o atendimento começou por volta de 1h40 da madrugada de quinta-feira. Naquele momento, havia várias vítimas soterradas e mais de 50 militares atuavam no local com apoio de cães de busca. Os feridos foram encaminhados ao Hospital Odilon Behrens.
Prédio tinha alvará e causa do desabamento ainda é desconhecida
Até o momento, a causa do desabamento não foi esclarecida. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que o lar de idosos tinha funcionamento regularizado, com alvará válido. Esse dado pesa porque afasta, ao menos por enquanto, a hipótese mais imediata de atividade totalmente irregular, mas não responde à pergunta central sobre o que levou o edifício a ruir.
As autoridades ainda não detalharam se haverá perícia estrutural independente, cronograma de laudos ou investigação administrativa específica sobre o imóvel. Neste estágio, o que existe de confirmado é o número de vítimas, o resgate concluído e a regularização formal do estabelecimento.
O que a tragédia escancara sobre proteção e fiscalização
Quando um prédio que abriga idosos desaba, a notícia não termina no número de mortos. Ela passa a expor o tamanho da fragilidade de um tipo de cuidado que deveria operar sob vigilância máxima. O fato de o local ter alvará regular torna o caso ainda mais grave do ponto de vista público, porque mostra que papel carimbado não é sinônimo automático de segurança real. Agora, a cidade não precisa apenas contar vítimas. Precisa descobrir por que um imóvel autorizado virou escombros com gente dentro.
Fontes e documentos:
– Bombeiros resgatam última vítima de escombros de lar de idosos em MG
– Desabamento de lar de idosos em Belo Horizonte causa seis mortes
– Bombeiros acham última vítima do desabamento de lar de idosos em BH

