Eleições DF avançam com alianças e pré-candidaturas
As convenções partidárias deste sábado (1º/8) devem definir alianças e pré-candidaturas para as eleições de 2026 no Distrito Federal. MDB, Podemos, PSD, Avante e PSTU realizam eventos ao longo do dia, enquanto Bia Kicis (PL) lança sua candidatura ao Senado.
O calendário oficial permite convenções entre 20 de julho e 5 de agosto. Nesse período, partidos e federações podem escolher candidatos e formalizar alianças para os cargos em disputa. Confira as regras das convenções eleitorais.
MDB deve formalizar apoio a Celina Leão
O MDB abre a agenda entre 9h e 13h, no Clube da Ascade. A legenda deve formalizar apoio à governadora Celina Leão (PP), pré-candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal.
A articulação ocorre após uma conversa entre Celina e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Em maio, o partido havia apresentado divergências internas sobre a manutenção da aliança com a governadora.
Um grupo ligado ao ex-governador Ibaneis Rocha, ao deputado federal Rafael Prudente e a deputados distritais demonstrava resistência à composição. Na outra frente, o presidente regional do MDB, Wellington Luiz, defendia a continuidade da parceria.
Podemos também apoia a reeleição
O Podemos-DF realiza convenção às 8h30, no Minas Hall Brasília, no SCEN. O partido deve lançar candidatos à Câmara dos Deputados e à Câmara Legislativa, além de formalizar apoio à candidatura de Celina Leão.
A ex-primeira-dama do Distrito Federal Mayara Noronha Rocha, esposa do ex-governador Ibaneis Rocha, filiou-se ao partido. Até o momento, porém, não definiu se disputará algum cargo em 2026.
PSTU confirma chapa própria
Na Asa Norte, o PSTU-DF deve confirmar a pré-candidatura do professor Robson ao Governo do Distrito Federal.
A legenda também prevê oficializar Guillen, professor aposentado, como pré-candidato a vice-governador. O professor Zanata deve ser lançado para a disputa ao Senado.
A chapa representa uma alternativa fora dos grupos que concentram as principais alianças em torno da sucessão no Palácio do Buriti.
PSD e Avante lançam apoio a Arruda
PSD e Avante realizam convenção às 14h, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), para confirmar apoio à candidatura de José Roberto Arruda ao Governo do Distrito Federal.
A situação jurídica do ex-governador ainda depende da análise da Justiça Eleitoral. Arruda enfrenta decisões de inelegibilidade relacionadas a condenações por improbidade administrativa e pretende disputar o cargo com base na discussão sobre a aplicação dos prazos da Lei da Ficha Limpa.
O Supremo Tribunal Federal analisa mudanças na interpretação da legislação. O debate pode afetar candidaturas de políticos condenados, mas a eventual participação de Arruda dependerá do registro e das decisões judiciais aplicáveis ao caso. Em 2022, decisões provisórias do Superior Tribunal de Justiça chegaram a suspender os efeitos de condenações específicas do ex-governador. Leia o histórico da decisão do STJ sobre Arruda.
O ex-senador Gim Argello, presidente do Avante-DF, e o filho dele, Jorge Argello, são cotados para ocupar a vaga de vice-governador na chapa.
Bia Kicis lança candidatura ao Senado
A agenda política termina às 17h, com uma concentração organizada pela deputada federal Bia Kicis (PL) no estacionamento 11 do Parque da Cidade, atrás do Kart.
O ato marcará o lançamento da candidatura de Bia Kicis ao Senado. O Distrito Federal elegerá dois senadores em 2026, além de governador, deputados federais e deputados distritais.
Análise
As movimentações deste sábado mostram que a disputa pelo Governo do Distrito Federal começa a ser organizada em dois eixos principais: a tentativa de Celina Leão de ampliar a aliança governista e a construção de uma candidatura alternativa em torno de José Roberto Arruda.
A adesão do MDB e do Podemos fortalece numericamente o grupo da governadora, mas não elimina divergências internas. A convenção partidária resolve a formalização política; não transforma automaticamente alianças em unidade eleitoral.
No campo oposicionista, a candidatura de Arruda dependerá de uma variável que não é resolvida em palanque: a situação jurídica. A convenção pode lançar o nome, mas somente a Justiça Eleitoral poderá decidir sobre o registro. Até lá, o cenário permanece aberto — e a política, como costuma ocorrer, já trabalha com várias versões do mesmo futuro.
Fontes e documentos:
Calendário Eleitoral 2026 (Tribunal Superior Eleitoral)
Convenções partidárias para as Eleições 2026 (Tribunal Superior Eleitoral)
STJ suspende inelegibilidade de José Roberto Arruda (Superior Tribunal de Justiça)

