Ação começa às 9h desta sexta-feira e deve oferecer assistência social a quem aceitar atendimento
Servidores estarão nesta sexta-feira (28), a partir das 9h, no Paranoá e em Ceilândia para oferecer acolhimento e assistência social a pessoas em situação de rua.
A ação é voltada a quem quiser receber ajuda. A divulgação prévia dos pontos de atendimento segue decisão do Supremo Tribunal Federal na ADPF 976, que estabeleceu diretrizes para ações de zeladoria urbana envolvendo pessoas em situação de rua.
A medida também informa o que acontece com os pertences das pessoas atendidas. Quando houver indicação de endereço, os objetos serão transportados ao local informado. Quando não houver ponto fixo, os bens serão levados a um depósito no SIA, com prazo de até 60 dias para retirada, sem custo para o responsável.
Onde haverá atendimento no Paranoá
No Paranoá, a ação está prevista para diferentes pontos da região. A lista inclui áreas próximas à Administração Regional, quadras residenciais, praça central, Paranoá Parque, estacionamento próximo à delegacia, comércio local e outros pontos de circulação.
Os locais demarcados são:
- PEC ao lado da Administração Regional;
- Quadra 06;
- Quadra 14, Conjunto G, 2;
- praça central, no coreto;
- Paranoá Parque, Quadra 2, Conjunto 1, atrás da UPA;
- Paranoá Parque, atrás da Paróquia Anchieta;
- Quadra 33, Lote 4, estacionamento ao lado da delegacia;
- Quadra 32, Conjunto M, próximo ao Setor de Oficinas;
- Quadra 30, Conjunto 22, atrás do comércio;
- Quadra 28, Conjunto K;
- Quadra 23, Conjunto A, ao lado do Atacadão Drogacenter.
A publicação prévia desses endereços permite que as pessoas saibam onde a equipe estará e reduz o risco de surpresa durante a ação.
Pontos definidos em Ceilândia
Em Ceilândia, a ação também começa às 9h. Os pontos divulgados ficam na região da QNN e em áreas próximas ao metrô e ao comércio.
Os locais previstos são:
- extensão da QNN 11;
- QNN 13;
- QNN 03, em frente aos conjuntos O e P, na cerca do metrô;
- QNN 01/03 Bloco D, lojas 03 e 04.
Ceilândia aparece de forma recorrente nesse tipo de ação por concentrar grande circulação urbana e demandas sociais visíveis. A presença das equipes, porém, não significa atendimento obrigatório. A assistência depende da aceitação da pessoa abordada.
O que acontece com os pertences
Os pertences das pessoas atendidas devem ser encaminhados conforme a situação de cada uma. Se houver endereço indicado, os bens serão transportados para esse local.
Se a pessoa não tiver ponto fixo, os objetos pessoais serão levados ao depósito localizado no SIA, Trecho 4, lotes 1380/1420. A retirada poderá ser feita em até 60 dias, sem cobrança.
Essa informação é importante porque pertences pessoais não são detalhe. Para quem vive na rua, documentos, roupas, cobertores, mochilas e objetos de uso cotidiano podem representar segurança, memória e sobrevivência.
Por que a divulgação prévia é obrigatória
A divulgação antecipada atende ao que foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 976. A decisão determinou que o Poder Executivo Distrital informe previamente dia, horário e local das ações de zeladoria urbana em seus sites.
A mesma decisão exige informações claras sobre a destinação de bens eventualmente apreendidos, o local de armazenamento e o procedimento para recuperação.
Na prática, isso transforma a comunicação oficial em parte do atendimento. Não basta fazer a ação. É preciso avisar antes, explicar o que será feito e garantir que a pessoa saiba como recuperar seus objetos.
Acolhimento não deve ser confundido com retirada forçada
O ponto central da ação é oferecer assistência social a pessoas em situação de rua que quiserem ajuda. Essa distinção importa.
A abordagem pública precisa preservar dignidade, escuta e respeito. Pessoas em situação de rua não podem ser tratadas como obstáculo urbano nem como problema a ser removido de uma paisagem.
A ação de acolhimento deve abrir portas para atendimento social, orientação e acesso a serviços. Quando há zeladoria urbana, ela precisa seguir regras que protejam pessoas e bens, evitando abordagens abusivas ou perda indevida de pertences.
O que observar nesta sexta-feira
Para quem vive ou trabalha nas áreas indicadas, a presença das equipes pode alterar a rotina dos pontos demarcados. O essencial é compreender que a ação envolve atendimento social e cumprimento de regras de transparência.
Para as pessoas em situação de rua, a informação mais prática é saber onde e quando as equipes estarão, além do destino dos pertences em caso de transporte.
Para familiares, organizações sociais e redes de apoio, a lista de pontos permite acompanhar a ação e orientar pessoas que possam ser atendidas.
Quando uma pessoa está em situação de rua, a ausência de moradia já revela uma falha profunda de proteção social
A ação desta sexta mostra uma tensão permanente nas cidades: o espaço público precisa ser cuidado, mas esse cuidado não pode apagar as pessoas que vivem nele.
Quando uma pessoa está em situação de rua, a ausência de moradia já revela uma falha profunda de proteção social. Por isso, qualquer ação pública precisa começar pelo reconhecimento da dignidade dessa pessoa.
A decisão do STF colocou regras justamente onde antes poderia haver improviso. Avisar antes, informar o destino dos pertences e garantir possibilidade de recuperação dos bens não são formalidades. São limites mínimos para que a zeladoria urbana não se transforme em violação de direitos.
No fim, a cidade bem cuidada não é aquela que esconde seus problemas. É aquela que enfrenta a vulnerabilidade com serviço público, transparência e humanidade.
Fontes e Documentos:
- Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre no Paranoá e em Ceilândia nesta sexta-feira (28) (Agência Brasília)
- Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal)

