Reforma muda o fluxo de atendimento no HRT
O Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga está com atendimentos presenciais temporariamente restritos por causa de obras. Durante a reforma, bebês nascidos no HRT que precisam de apoio ao aleitamento são atendidos no CER II Taguatinga, enquanto coleta, pasteurização e distribuição de leite humano seguem em funcionamento dentro do hospital.
A restrição atinge o atendimento direto às famílias no Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga. Segundo a Agência Brasília, a obra busca melhorar as condições higiênico-sanitárias e a estrutura do espaço, com foco no controle de qualidade, na segurança do leite humano e na assistência às famílias.
Desde o fim de agosto, o fluxo foi reorganizado. Os bebês nascidos no HRT e acompanhados pelo banco de leite passaram a ser acolhidos no Centro Especializado em Reabilitação, o CER II Taguatinga, localizado a poucos metros do hospital.
O atendimento no CER II ocorre em dois períodos: das 7h30 às 10h e das 13h30 às 16h. A unidade temporária atende exclusivamente bebês nascidos no HRT que precisam de suporte relacionado ao aleitamento, como prematuros, recém-nascidos de baixo peso e crianças com dificuldade de amamentação.
Coleta e distribuição de leite seguem funcionando
A reforma não interrompeu todo o serviço do banco de leite. A coleta, a pasteurização e a distribuição de leite humano continuam sendo feitas em outro setor do HRT durante o período de obras.
Essa distinção é importante para as famílias. O atendimento presencial foi restringido e redirecionado, mas a parte essencial do processamento do leite humano segue ativa, preservando o abastecimento para recém-nascidos que dependem desse alimento.
A reorganização também evita que a reforma paralise um serviço sensível. Banco de leite não é apenas um ponto de orientação: é uma estrutura de cuidado que envolve coleta, seleção, classificação, pasteurização e distribuição segura do leite doado.
Famílias de outros hospitais devem procurar a rede
Quem não teve o bebê no HRT deve buscar atendimento em outro ponto da rede pública. A orientação é procurar o banco de leite da unidade onde a criança nasceu, uma Unidade Básica de Saúde, outro banco de leite humano ou um posto de coleta, preferencialmente próximo da residência.
A rede do Distrito Federal conta com 14 bancos de leite humano e sete postos de coleta. A Secretaria de Saúde informa que essas unidades oferecem orientação sobre amamentação, apoio a mães e bebês, coleta e processamento do leite humano doado.
O portal da Secretaria de Saúde também reúne a lista de unidades, contatos e endereços dos bancos de leite e postos de coleta. Para quem precisa de orientação rápida, essa consulta ajuda a evitar deslocamento desnecessário justamente em um momento em que a família pode estar lidando com insegurança, dor ou dificuldade na amamentação.
Por que o serviço é tão sensível
O banco de leite humano atende uma etapa delicada da vida familiar. Bebês prematuros, de baixo peso ou com dificuldade de sucção podem precisar de acompanhamento especializado, e muitas mães também precisam de orientação para enfrentar dor, insegurança, pega incorreta ou baixa produção aparente de leite.
No Distrito Federal, os bancos de leite e postos de coleta atuam na promoção, proteção e incentivo ao aleitamento materno. Eles também garantem a segurança do leite por meio de procedimentos técnicos antes da distribuição aos recém-nascidos que precisam receber o alimento pasteurizado.
A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano é reconhecida internacionalmente pela atuação em promoção, proteção e apoio ao aleitamento. No DF, a rede local integra essa estrutura e funciona como parte da assistência pública voltada à saúde infantil e ao cuidado materno.
O que a mudança revela para as famílias
A reforma mostra uma tensão comum nos serviços públicos de saúde: melhorar a estrutura física sem interromper o cuidado. Quando isso envolve recém-nascidos, mães em fase de amamentação e bebês mais vulneráveis, a comunicação precisa ser tão cuidadosa quanto a obra.
Para a família, o ponto central é saber para onde ir. Bebês nascidos no HRT seguem com suporte no CER II Taguatinga, em horário específico. Já mães e responsáveis de outros hospitais devem procurar a unidade de origem, uma UBS, outro banco de leite ou posto de coleta da rede pública.
Fontes e Documentos:
- Banco de leite do HRT passa por reforma e tem atendimento temporariamente restrito (Agência Brasília)
- Banco de Leite (Secretaria de Saúde do Distrito Federal)
- Atendimento Ambulatorial Especializado em Reabilitação Física e Intelectual e transtorno do espectro do autismo (CER II Taguatinga) (Secretaria de Saúde do Distrito Federal)

