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quinta-feira, 25 junho 2026, 18:54
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Distrito Federal registra mais de 22 mil casos prováveis de dengue

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O último boletim epidemiológico da dengue divulgado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal registra, até 18 de abril, 22.090 casos prováveis da doença, um aumento de 76,76% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 12.497 ocorrências. Ao todo, 14 óbitos foram confirmados.

Conforme o boletim, o Distrito Federal tem 22 regiões administrativas com alta incidência de dengue: Cruzeiro, Plano Piloto, Varjão do Torto, Candangolândia, Guará, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I, Itapoã, Paranoá, São Sebastião, Fercal, Planaltina, Sobradinho I e II, Brazlândia, Ceilândia, Recanto das Emas, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires, Gama e Santa Maria.

A Região de Saúde Sudoeste apresentou 4.914 casos (22,2%), seguida da Sul, com 4.294 registros (19,4%), e da Norte, com 3.442 ocorrências (15,6%). Embora a Região Sudoeste tenha apresentado o maior número de casos, a Região Sul tem a maior taxa de incidência (1.573,13 registros por 100 mil habitantes).

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Hage, o aumento da incidência no DF é esperado até meados de maio, devido ao período de chuvas acentuadas que, alternado com os dias de sol, propicia a proliferação do vetor.

“Além disso, no DF há a predominância da dengue tipo 1, que se espalha com mais intensidade. Porém, com menor letalidade”, explicou.

Ações

Para reduzir ainda mais a quantidade de óbitos, o subsecretário pontuou algumas das ações estruturadas pela Secretaria de Saúde nos últimos meses.

“Instalamos tendas de hidratação no DF e Entorno para agilizar os atendimentos. Ainda zeramos a fila de espera de leitos de UTI, não só para Covid-19 como outras doenças. Organizar a assistência garante o atendimento e reduz a letalidade”, afirmou.

A Secretaria de Saúde tem trabalhado para diminuir o número de casos, eliminando os focos do mosquito e orientando a população quanto aos cuidados que devem ser tomados. Diariamente, o carro fumacê (UBV) tem circulado pelas regiões administrativas no início da manhã e ao final do dia.

A contratação de 600 agentes também reforçou as ações de visita e mobilização da população, com vistoria em imóveis e orientações sobre como combater o mosquito. E a parceria com outros órgãos vem ajudando a manter a cidade livre de lixo, entulhos e carcaças, itens estes que servem de criadouro do mosquito.

População

Além disso, a atuação da população junto ao governo é essencial neste momento. Por isso é importante que as pessoas não joguem lixo na rua, principalmente materiais plásticos.

“Pedimos ainda que aproveitem o período de isolamento social e vistoriem os seus domicílios, para evitar os locais que poderiam se tornar possíveis criadouros do mosquito”, alertou Eduardo Hage.

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