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Quatro doenças das que mais matam no Brasil estão ligadas à obesidade

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Estudos sobre obesidade revelam que a enfermidade é uma epidemia mundial: cerca de 300 milhões de pessoas possuem sobrepeso ou obesidade segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, de acordo com a última Pesquisa Vigitel, divulgada em julho de 2019 pelo Ministério da Saúde (MS), a taxa de obesidade no país passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018. Os números colocam o Brasil entre os países com mais obesos do mundo. É o 3º entre os homens e o 5º entre as mulheres.

A obesidade é o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por um alto consumo de calorias, superior à energia usada pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia. Ela está associada a numerosas doenças como problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, certos tipos de câncer e apneia do sono. Para conscientizar a população sobre a importância de combater a epidemia, no dia 11 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Obesidade e o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. O objetivo das campanhas é fazer com que a população perceba o quanto antes que a doença, se não for tratada, pode causar graves consequências.

Caso nada seja feito para reverter a curva de crescimento da obesidade, a estimativa do Ministério da Saúde (MS) é que, em 2025, o Brasil contará com cerca de 11,3 milhões de crianças com excesso de peso, 400 mil pré-diabéticos, 150 mil terão diabetes tipo II e 1 milhão será hipertensa. O cardiologista hemodinamicista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Ernesto Osterne, chama a atenção para os riscos das doenças cardiovasculares causadas pelo excesso de peso e pela obesidade.

“Entre as doenças que mais matam no Brasil, quatro delas, como o acidente vascular cerebral (AVC), o infarto do miocárdio, diabetes e hipertensão, estão diretamente ligadas à obesidade. Algo precisa ser feito de forma urgente”, pontua o profissional.

O médico explica que a concentração de gordura no abdômen favorece a proliferação de células que produzem substâncias inflamatórias que se alojam nos vasos sanguíneos. Essas placas de gordura acabam por dificultar a passagem do sangue que vai ao coração, o que pode vir a causar infartos e derrames. Mas, se tratados os fatores de risco, a chance de as placas de gordura que estão depositadas nas artérias inflamarem diminui consideravelmente, de acordo com o especialista.

“A lógica é simples: quanto maior é o sobrepeso do paciente, maior é o esforço do coração para conseguir bombear o sangue. A obesidade e o excesso de peso causam mudanças importantes na estrutura e no tamanho do coração. São essas mudanças que podem comprometer seu funcionamento”, detalha Ernesto.

Prevenção e tratamento

O tratamento para a obesidade envolve uma equipe multidisciplinar, mas depende principalmente da determinação do paciente. Para o cardiologista, a obesidade só pode ser tratada quando o indivíduo obeso se compromete a fazer uma mudança definitiva nos hábitos alimentares.

Com as recomendações médicas e o acompanhamento nutricional, a pessoa terá um dieta equilibrada, com a inclusão de frutas, verduras, legumes, além de alimentos de baixa caloria. Além disso, a prática de atividades físicas regulares também é muito importante no tratamento da doença. Com a ajuda de um profissional, o paciente poderá encontrar a melhor alternativa para sair do sedentarismo sem colocar em risco a saúde.

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