Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeQuatro doenças das que mais matam no Brasil estão ligadas à obesidade

Quatro doenças das que mais matam no Brasil estão ligadas à obesidade

Publicado em

Cobertura relacionada

A relação entre André Mendonça e Daniel Vorcaro

Ministro André Mendonça confirmou encontro com Daniel Vorcaro antes de assumir a relatoria do caso Master e nega favorecimento.

Fachin promete medidas após mensagens

Presidente do STF diz que anunciará medidas após mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro; PGR pede anulação da apuração.

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 41 milhões na quinta (03/09)

Concurso 3.052 da Mega-Sena não teve acertador das seis dezenas e acumulou prêmio estimado em R$ 41 milhões.

A segurança no desfile de 7 de Setembro

Operação integrada para o Desfile de 7 de Setembro em Brasília prevê revista, bloqueios, segurança, saúde e restrição a drones.

Indústria cresce 0,2% em julho, mas ainda mostra perda de fôlego

Produção industrial brasileira avançou 0,2% em julho, com alta em três categorias, mas média móvel trimestral caiu.

Proposta de alteração do PPCub em audiência pública

Audiência pública vai discutir proposta de alteração da lei do PPCub, que define regras de preservação e uso urbano em Brasília.
Publicidade

Estudos sobre obesidade revelam que a enfermidade é uma epidemia mundial: cerca de 300 milhões de pessoas possuem sobrepeso ou obesidade segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, de acordo com a última Pesquisa Vigitel, divulgada em julho de 2019 pelo Ministério da Saúde (MS), a taxa de obesidade no país passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018. Os números colocam o Brasil entre os países com mais obesos do mundo. É o 3º entre os homens e o 5º entre as mulheres.

A obesidade é o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por um alto consumo de calorias, superior à energia usada pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia. Ela está associada a numerosas doenças como problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, certos tipos de câncer e apneia do sono. Para conscientizar a população sobre a importância de combater a epidemia, no dia 11 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Obesidade e o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. O objetivo das campanhas é fazer com que a população perceba o quanto antes que a doença, se não for tratada, pode causar graves consequências.

Caso nada seja feito para reverter a curva de crescimento da obesidade, a estimativa do Ministério da Saúde (MS) é que, em 2025, o Brasil contará com cerca de 11,3 milhões de crianças com excesso de peso, 400 mil pré-diabéticos, 150 mil terão diabetes tipo II e 1 milhão será hipertensa. O cardiologista hemodinamicista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Ernesto Osterne, chama a atenção para os riscos das doenças cardiovasculares causadas pelo excesso de peso e pela obesidade.

“Entre as doenças que mais matam no Brasil, quatro delas, como o acidente vascular cerebral (AVC), o infarto do miocárdio, diabetes e hipertensão, estão diretamente ligadas à obesidade. Algo precisa ser feito de forma urgente”, pontua o profissional.

O médico explica que a concentração de gordura no abdômen favorece a proliferação de células que produzem substâncias inflamatórias que se alojam nos vasos sanguíneos. Essas placas de gordura acabam por dificultar a passagem do sangue que vai ao coração, o que pode vir a causar infartos e derrames. Mas, se tratados os fatores de risco, a chance de as placas de gordura que estão depositadas nas artérias inflamarem diminui consideravelmente, de acordo com o especialista.

“A lógica é simples: quanto maior é o sobrepeso do paciente, maior é o esforço do coração para conseguir bombear o sangue. A obesidade e o excesso de peso causam mudanças importantes na estrutura e no tamanho do coração. São essas mudanças que podem comprometer seu funcionamento”, detalha Ernesto.

Prevenção e tratamento

O tratamento para a obesidade envolve uma equipe multidisciplinar, mas depende principalmente da determinação do paciente. Para o cardiologista, a obesidade só pode ser tratada quando o indivíduo obeso se compromete a fazer uma mudança definitiva nos hábitos alimentares.

Com as recomendações médicas e o acompanhamento nutricional, a pessoa terá um dieta equilibrada, com a inclusão de frutas, verduras, legumes, além de alimentos de baixa caloria. Além disso, a prática de atividades físicas regulares também é muito importante no tratamento da doença. Com a ajuda de um profissional, o paciente poderá encontrar a melhor alternativa para sair do sedentarismo sem colocar em risco a saúde.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.