Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeNova vacina contra HPV protege contra mais cinco tipos de vírus

Nova vacina contra HPV protege contra mais cinco tipos de vírus

Publicado em

Cobertura relacionada

Desligamentos de energia atingem três regiões do DF

Pontos específicos de Águas Claras, Jardim Botânico e Samambaia têm desligamentos programados de energia nesta sexta-feira (21) para manutenção da rede elétrica.

Oxfam liga concentração de riqueza a poder político

Novo relatório da Oxfam Brasil analisa como concentração de renda e patrimônio pode se transformar em maior capacidade de financiar campanhas, acessar autoridades, atuar em processos regulatórios e influenciar decisões sobre recursos públicos.

Falhas da Neoenergia afetam a população do DF

Neoenergia Brasília enfrenta relatos de falhas em boletos, leituras e faturas após atualização do sistema comercial no DF.

Dino anula emendas de dirigentes sem mandato

Ministro do STF determina nulidade de emendas indicadas por presidentes de partidos sem mandato e ex-parlamentares.

Acolhimento de pessoas em situação de rua desafia o DF

Análise mostra avanços, limites e desafios das ações públicas e privadas de acolhimento a pessoas em situação de rua no DF.

DF registra 69 incêndios na vegetação em um dia

Distrito Federal teve 69 incêndios em vegetação neste domingo, em cenário de baixa umidade e risco elevado de propagação.
Publicidade

O HPV, ou papilomavírus humano, é a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum em todo o mundo e a principal causa de câncer de colo de útero ou cervical, como também é denominado. Existem mais de 200 tipos de vírus HPV, dos quais pelo menos 14 são considerados oncogênicos.

No entanto, um imunizante lançado recentemente aumentou a proteção contra essas infecções causadoras de lesões pré-cancerosas. O produto, chamado comercialmente Gardasil 9, está disponível apenas na rede privada e foi ampliado de quatro para nove genótipos contra o HPV 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58.

“Com essa composição, a nova vacina nonavalente confere proteção contra 90% da incidência de câncer de colo de útero e 85% dos casos de câncer vaginal, além de verrugas genitais, papilomas de laringe e tumores em regiões como vulva, vagina, pênis, ânus, boca e garganta”, explica a infectologista e consultora do serviço de imunização do Sabin Diagnóstico e Saúde, Ana Rosa dos Santos.

A vacinação é recomendada para homens e meninos, bem como mulheres e meninas, de 9 a 45 anos, uma vez que ambos podem transmitir por qualquer tipo de contato sexual, seja ele vaginal, anal ou oral. “Esse vírus não se acomoda apenas na vagina e no pênis, também pode se alojar em outras partes genitais, como vulva, períneo e região pubiana. Por isso, o uso do preservativo não anula o risco de contágio”, explica a infectologista.

Entre os principais sintomas da infecção está o aparecimento de verruga nas regiões anal ou genital, que pode ser única ou várias, e de diversos tamanhos. No entanto, é bastante comum que muitas pessoas com HPV não apresentem nenhum sintoma, e, sem saber, acabam por infectar outros indivíduos pelo contato sexual.

“Portanto, o momento ideal para a vacinação contra o HPV é antes mesmo do início da vida sexual. Quanto mais cedo melhor, uma vez que o imunizante produz os anticorpos que inibem a entrada do vírus nas células. Isso garante a proteção antes do contato com o vírus e reduz, também, a sua transmissão, além de prevenir a médio e longo prazo casos de câncer de útero”, reforça a especialista.

Segundo os dados mais recentes do IBGE, divulgados na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), 35,4% dos adolescentes de 13 a 17 anos de idade já tiveram relação sexual alguma vez.

No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina HPV quadrivalente está disponível para meninas e meninos entre 9 e 14 anos com esquema de duas doses e imunossuprimidos (pessoas com HIV, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos) de ambos os sexos, entre 9 e 45 anos.

Mesmo nos adultos, que não tiveram acesso à vacina quando adolescentes, a vacinação traz grandes benefícios também. Na rede privada, ambas as vacinas podem ser administradas de acordo com o esquema preconizado de duas ou três doses, de 9 a 45 anos, no sexo masculino e feminino. “É preciso recuperar a cobertura vacinal, para evitar que essas pessoas sigam expostas ao risco de infecções, reinfecções e desenvolvimento de lesões cancerígenas. O papilomavírus humano é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns”, enfatiza.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade