Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeVacina contra chikungunya induz resposta imune em 98,8% dos vacinados

Vacina contra chikungunya induz resposta imune em 98,8% dos vacinados

Publicado em

Reportagem:
Agência Brasil

Cobertura relacionada

Bolsa Família paga NIS 2 e muda calendário até dezembro

Bolsa Família libera parcela para NIS final 2 nesta terça. Benefício médio é de R$ 782,92 e calendário seguirá concentrado até dezembro.

Segundo turno: veja como consultar seu local de votação

Cerca de 130 mil eleitores têm seções com endereço alterado no segundo turno. Veja como conferir zona, seção e local antes de votar.

Pressão alta atinge 28,3% dos jovens avaliados

Pesquisa avaliou 6.092 estudantes e encontrou pressão elevada, excesso de peso e baixa atividade física entre crianças e adolescentes.

Justiça encerra recuperação judicial da Americanas

Justiça encerrou a recuperação judicial da Americanas após quase quatro anos. Decisão não extingue obrigações futuras nem disputas de credores.

TSE dá 24 horas para Meta provar isonomia eleitoral

TSE exige que Meta detalhe em 24 horas medidas adotadas para garantir isonomia entre Lula e Flávio na reta final do segundo turno.

Clima no DF terá calor e chance de chuva nesta semana

Semana no DF terá máximas acima dos 30°C, baixa umidade e possibilidade de chuva isolada. Confira a previsão de 19 a 25 de outubro.
Publicidade

A vacina contra chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan e pela empresa de biotecnologia franco-austríaca Valneva induz resposta imune em 98,8% dos adolescentes que integram a fase 3 do ensaio clínico conduzida no Brasil. Segundo o estudo, o imunizante também demonstrou um bom perfil de segurança, independentemente da exposição prévia à chikungunya.

As informações de segurança e imunogenicidade servirão de base para solicitar a aprovação do produto no Brasil na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e na Europa, na European Medicines Agency (EMA). A expectativa é submeter o pedido de aprovação para a Anvisa no primeiro semestre de 2024.

Na última semana, a vacina foi aprovada para adultos pela agência reguladora dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), tornando-se o primeiro imunizante autorizado para uso no mundo contra chikungunya.

“Os dados são excelentes e mostram que estamos no caminho certo. É uma vacina segura e com alta capacidade de induzir anticorpos protetores. Estamos otimistas que, respeitando todas as etapas de estudos e validação pelos órgãos reguladores, poderemos oferecer essa vacina para proteger as pessoas desta doença que infelizmente acomete o país”, afirmou, em nota, Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.

O estudo clínico brasileiro incluiu a participação de 750 jovens de 12 a 17 anos que residem em áreas endêmicas nas cidades de São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Laranjeiras (SE), Recife, Manaus, Campo Grande e Boa Vista. Entre os voluntários, 500 receberam uma dose da vacina e 250 receberam placebo.

A análise de imunogenicidade foi feita 29 dias após a aplicação de uma única dose da vacina. Entre os participantes sem contato prévio com o vírus da chikungunya, 98,8% apresentaram anticorpos protetores contra a doença. Já para o grupo que tinha histórico de infecção prévia, a positividade de anticorpos foi de 100%.

A candidata a vacina de vírus atenuado contra chikungunya (VLA1553) é resultado de um acordo de transferência de tecnologia firmado entre o Instituto Butantan e a empresa francesa de biotecnologia Valneva, em 2020. Por meio da parceria, será possível produzir e disponibilizar o imunizante no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segurança

Durante o período do estudo feito no Brasil, não foi identificado nenhum ponto de preocupação. A pesquisa sugere que a vacina é segura e bem tolerada, inclusive em participantes com exposição prévia ao vírus. A grande maioria das reações adversas foram consideradas leves a moderadas e se resolveram em cerca de três dias. Os efeitos mais comuns foram dor e sensibilidade no local da injeção, dor de cabeça, dor no corpo, febre e fadiga.

Impactos da chikungunya

O vírus da chikungunya circula em mais de 110 países. No Brasil, só em 2023, foram registrados 143.739 casos prováveis de chikungunya, com maior incidência no Sudeste, seguida das regiões Nordeste e Centro-Oeste, segundo o Ministério da Saúde. Em relação aos óbitos, apenas neste ano foram confirmadas 82 mortes, grande parte delas com comorbidades associadas (73,2%).

Entre 2021 e 2022, houve um aumento de mais de 100% nos casos da doença. Transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, a infecção pode deixar fortes dores crônicas nas articulações como sequela, além de gerar complicações graves em recém-nascidos infectados durante o parto e idosos com comorbidades.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade