Iniciativas de acolhimento e garantia de direitos concorrem ao Prêmio Antes que Aconteça, que reconhecerá boas práticas de proteção às mulheres em novembro, em Brasília
Defensoria do DF disputa prêmio nacional com três projetos de proteção às mulheres
Três projetos da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) que ajudam mulheres a conhecer seus direitos e encontrar apoio estão na disputa por um prêmio nacional. As iniciativas Dia da Mulher, Volte a Sorrir e Renovação – Mulheres concorrem ao Prêmio Antes que Aconteça, voltado ao reconhecimento de ações de prevenção da violência e fortalecimento da rede de proteção feminina.
A premiação será realizada em 4 de novembro de 2026, das 18h às 22h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, durante a Conferência Mulheres que Movem a Justiça. A seleção reuniu mais de 50 iniciativas de instituições públicas, integrantes do Sistema de Justiça e organizações da sociedade civil de diferentes regiões brasileiras.
Três iniciativas aproximam mulheres do acesso à Justiça
Os projetos apresentados pela Defensoria têm um ponto em comum: oferecer acolhimento, informação e orientação para mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade. São ações que buscam tornar o acesso aos direitos mais próximo de quem precisa de atendimento e nem sempre sabe onde encontrar ajuda.
As iniciativas inscritas são:
- Dia da Mulher: uma das ações apresentadas pela instituição na área de acolhimento e garantia de direitos;
- Volte a Sorrir: projeto integrante da seleção voltada à proteção e ao apoio às mulheres;
- Renovação – Mulheres: iniciativa que também representa a Defensoria na premiação nacional.
Mais do que reconhecer o trabalho de uma instituição, a participação dos três projetos coloca em evidência a importância de aproximar os serviços jurídicos das mulheres. Ter direitos garantidos pela legislação é fundamental, mas conseguir orientação para exercê-los faz parte dessa proteção.
A subdefensora pública-geral Nathália Sant’Ana de Rosa destacou o significado do reconhecimento para o trabalho desenvolvido pela instituição. As iniciativas reforçam o compromisso com um atendimento acolhedor e uma Justiça mais acessível às necessidades das mulheres.
Quando a informação se transforma em proteção
Uma mulher que enfrenta violência ou outra situação de vulnerabilidade precisa compreender quais direitos possui e como acessar os serviços disponíveis. A orientação jurídica pode ajudá-la a reconhecer caminhos de proteção e buscar atendimento adequado à sua situação.
Nesse processo, acolher não significa apenas receber alguém em uma unidade de atendimento. Envolve ouvir, esclarecer dúvidas e estabelecer uma ligação com os serviços capazes de oferecer suporte.
A atuação conjunta de instituições de Justiça, assistência social, saúde e segurança amplia as possibilidades de atendimento. Essa integração é especialmente importante porque situações de violência podem exigir respostas de diferentes áreas, e não apenas uma medida judicial.
Prêmio Antes que Aconteça reúne projetos de diferentes regiões
O Prêmio Antes que Aconteça foi criado para reconhecer boas práticas de instituições públicas e privadas no enfrentamento da violência contra as mulheres. A iniciativa faz parte de uma política nacional de prevenção e fortalecimento dos serviços de proteção.
A premiação é promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), e integra as ações do programa nacional Antes que Aconteça.
A política ganhou uma base legal específica com a Lei nº 15.398, de 30 de abril de 2026, que estabeleceu diretrizes para ampliar o acesso das mulheres à Justiça, fortalecer o acolhimento especializado e incentivar a atuação integrada de diferentes instituições.
Entre os objetivos da legislação estão a prevenção da violência doméstica e familiar, a redução dos feminicídios, o fortalecimento das medidas de proteção e a promoção da autonomia das mulheres.
O reconhecimento das boas práticas também permite dar visibilidade a experiências que podem contribuir para aprimorar os serviços de atendimento. A seleção de iniciativas de diferentes regiões abre espaço para observar formas distintas de enfrentar problemas semelhantes.
Evento em Brasília reunirá experiências de proteção feminina
A cerimônia de premiação ocorrerá durante a Conferência Mulheres que Movem a Justiça, na quarta-feira, 4 de novembro. O encontro será realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, das 18h às 22h.
A presença de iniciativas ligadas ao Sistema de Justiça, à Administração Pública e à sociedade civil reflete a diversidade de instituições envolvidas na prevenção da violência contra as mulheres.
Para a Defensoria do DF, a participação representa uma oportunidade de reconhecimento nacional das iniciativas de atendimento e garantia de direitos desenvolvidas pela instituição.
O que o reconhecimento pode representar para as mulheres do DF
O valor de uma iniciativa de proteção não está apenas no número de atendimentos realizados, mas também na capacidade de ajudar mulheres a encontrar caminhos para exercer seus direitos. É nessa aproximação entre a instituição e a vida cotidiana que ações de acolhimento e orientação podem fazer diferença.
A legislação nacional reconhece a necessidade de articular serviços jurídicos, sociais e de saúde para enfrentar a violência contra as mulheres. Essa proteção depende tanto da existência dos serviços quanto da possibilidade real de acessá-los.
O prêmio coloca em destaque uma questão que vai além da cerimônia: como fazer com que a rede de proteção chegue a quem mais precisa dela. Reconhecer experiências é uma forma de valorizar esse trabalho, mas seu significado mais importante está na capacidade de transformar atendimento e informação em proteção concreta.
Fontes e Documentos:
- DPDF concorre a prêmio nacional com três projetos de proteção às mulheres (Jornal de Brasília)
- LEI Nº 15.398, DE 30 DE ABRIL DE 2026 (Presidência da República)
- Plano de Trabalho do TED nº 04/2024 (Ministério da Justiça e Segurança Pública)

