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Maio Laranja reforça proteção de crianças no DF

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

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DF terá escolas, blitzes e rede ampliada contra violência sexual infantil

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal preparou uma programação especial para o Maio Laranja, mês dedicado ao combate ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes. As ações incluem palestras em escolas, blitzes educativas, mobilização de conselhos tutelares e atividades de fortalecimento da rede de proteção.

O ponto central da agenda será em 26 de maio, às 10h, no Centro Integrado 18 de Maio, na SQS 307. A unidade é referência no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no Distrito Federal.

Centro 18 de Maio terá anuário e nova gestão da rede

Durante a cerimônia, será entregue o Anuário do Centro Integrado 18 de Maio, primeira publicação produzida pela unidade. O documento reúne dados sobre atendimentos e articulações da rede, com objetivo de orientar o planejamento e aprimorar as políticas públicas de proteção.

Também está previsto o lançamento do decreto do Grupo de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção. A medida amplia a atuação da rede e incorpora novas regiões administrativas, como Água Quente, além de áreas em processo avançado de criação, como 26 de Setembro e Ponte Alta.

Esse avanço é importante porque proteção infantil não pode depender de endereço. Quando a rede chega tarde, a violência já atravessou portas que deveriam ter sido fechadas antes.

Maio Laranja terá ações em escolas públicas

Ao longo do mês, a Sejus-DF promoverá palestras educativas em mais de dez escolas públicas. Os encontros vão abordar temas como educação sexual, consentimento, prevenção à violência e identificação de situações de risco.

As atividades serão adaptadas a diferentes públicos, incluindo crianças, adolescentes e pessoas com deficiência. A proposta é usar linguagem adequada para cada faixa etária e realidade, sem transformar um tema grave em discurso distante.

A prevenção depende de informação clara. Crianças e adolescentes precisam reconhecer situações de risco, saber pedir ajuda e encontrar adultos preparados para escutar. Sem isso, o silêncio vira aliado do agressor.

Blitzes educativas integram operação nacional

A programação também integra a Operação Caminhos Seguros, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com ações preventivas e repressivas de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes.

No Distrito Federal, o Dia D será em 14 de maio. Pela manhã, das 8h às 12h, haverá blitz educativa na unidade da Polícia Rodoviária Federal em Santa Maria. À tarde, ação semelhante ocorrerá nas proximidades da Feira dos Importados, em parceria com o Detran-DF, com abordagem a veículos e distribuição de materiais informativos.

Outra blitz educativa está prevista para 27 de maio, às 10h, no entorno do Centro 18 de Maio, com foco na conscientização da comunidade sobre direitos, prevenção e formas de proteção.

Conselhos tutelares terão mobilização nas regiões

Os conselhos tutelares, vinculados administrativamente à Sejus-DF, também participam da campanha. A programação inclui palestras, caminhadas, eventos comunitários e panfletagens em diferentes regiões administrativas.

Entre as ações previstas estão atividades educativas em escolas da Fercal, mobilizações no Jardim Botânico, evento social em Samambaia Sul, caminhada em São Sebastião, ações no Sudoeste, evento no Taguaparque e atividades contínuas em Vicente Pires.

A capilaridade é decisiva. O enfrentamento à violência sexual infantil exige que escola, família, conselho tutelar, saúde, segurança pública e assistência social funcionem como rede. Se cada órgão age sozinho, a proteção vira arquipélago. E criança não pode depender de ponte improvisada.

Atendimento especializado é parte da proteção

O Centro Integrado 18 de Maio oferece atendimento humanizado a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, com escuta especializada, apoio psicossocial e orientação jurídica. A unidade atua como ponto de articulação entre diferentes serviços públicos.

Outro instrumento citado pela Sejus-DF é o Cisdeca, Canal de Comunicação e Apoio ao Sistema de Garantia de Direitos. O serviço conecta conselhos tutelares, Ministério Público, Judiciário e serviços públicos. O atendimento é gratuito pelo telefone 125.

Atualmente, o DF conta com 44 conselhos tutelares. A estrutura administrativa desses órgãos é responsabilidade da Sejus-DF, que deve garantir suporte para atuação em situações de risco.

Proteção exige rotina, não só campanha

O Maio Laranja ajuda a ampliar a visibilidade do tema, mas a proteção de crianças e adolescentes precisa continuar depois que o mês acaba. A violência sexual infantojuvenil costuma envolver silêncio, medo, dependência emocional e dificuldade de denúncia.

Por isso, a campanha só terá efeito real se fortalecer fluxos permanentes de atendimento, escuta qualificada e resposta rápida. Informação pública, escola preparada e conselho tutelar estruturado não são detalhes administrativos. São barreiras concretas contra a violência.

A mensagem central da mobilização é simples e urgente: proteger crianças e adolescentes é dever coletivo. E, nesse tema, omissão nunca é neutra.

Fontes e documentos:

Escolas do DF reforçam alerta contra abuso infantil (Fonte em Foco)
Denúncias de abuso infantil online crescem 19% no Brasil (Fonte em Foco)
Profissionais são capacitados pelo HMIB para acolher vítimas de violência sexual (Fonte em Foco)
– Maio Laranja: Sejus intensifica ações e mobiliza rede de proteção contra violência sexual de crianças e adolescentes (Sejus-DF)
– Combate à violência sexual cometida contra crianças e adolescentes (Agência Brasília)
– Centro 18 de Maio é referência no acolhimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no DF (Sejus-DF)

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