back to top
24 C
Brasilia
sábado, 13 junho 2026, 18:31
Publicidade
Publicidade
InícioBrasíliaPeça no DF aproxima diferentes públicos do teatro com sessões inclusivas

Peça no DF aproxima diferentes públicos do teatro com sessões inclusivas

Publicado em

Reportagem:
Autor: Thaís Umbelino

Cobertura relacionada

Arte de alunos revela talentos da rede pública no DF

Tramas da Alma reúne obras de alunos da rede pública com altas habilidades no Alameda Shopping, em Taguatinga.

CAD-DF terá 31% ocupado em até 90 dias

CAD-DF terá 31% ocupado em até 90 dias, com transferência de secretarias e promessa de economia com aluguel.

Ceilândia reúne obras que reforçam serviços públicos

Ceilândia recebeu obras em mobilidade, saúde, educação e infraestrutura urbana, com impactos diretos na rotina da população do DF. Divulgação/Agência Brasília

GDF investe R$ 1,8 milhão em obras urbanas em São Sebastião

Com investimento de R$ 1.874.552, o Governo do Distrito...

Nosso Natal ilumina Esplanada com 64 mil m² de atrações

As luzes natalinas já iluminam a Esplanada dos Ministérios....

Auxílios do GDF garantem apoio financeiro a famílias vulneráveis

GDF concede auxílios para famílias em crise e vítimas...
Publicidade

Entre sons que retratam o cotidiano de uma casa e palavras que atravessam o tempo, estudantes da rede pública do Distrito Federal e frequentadores da Biblioteca Braille Dorina Nowill, de Taguatinga, assistiram a um clássico da dramaturgia nacional no Teatro Sesi de Taguatinga, nessa segunda-feira (19). Com sessões acessíveis e inclusivas, o espetáculo Há Vagas para Moças de Fino Trato – Experimento Final, de Alcione Araújo, propõe reflexões sobre a condição humana e reforça o direito ao acesso à cultura.

A peça tem três personagens com perfis distintos e leva o público para dentro da encenação. “É uma interpretação muito cotidiana, ambientada dentro de uma casa”, explica o diretor da peça, Cléber Lopes. Para isso, são utilizados efeitos sonoros, visuais, iluminação e recursos de acessibilidade, como audiodescrição.

Há mais de 20 anos em contato com a obra, Cléber, que também é educador, escolheu apresentá-la como experimento final de seu projeto, com foco na formação de plateias e na inclusão. “A tentativa é de que o espaço seja acessível para todas as pessoas e que elas consigam entrar, assistir, assimilar, aproveitar, sair como todas as pessoas. Porque isso é obrigação da sociedade”, destaca o diretor.

O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), com investimento de R$ 200 mil.

Acesso e inclusão

A aposentada Fátima da Conceição diz que a peça é uma oportunidade de acesso à arte


A montagem conta com sonorização assinada pelo renomado sonoplasta lisbonense João Lucas. Utilizando a técnica de quadrifonia ambiental, a encenação simula em tempo real sons típicos de uma residência – como o percurso da água pelos encanamentos – e inclui trilhas poéticas que ampliam o sentido da narrativa. Sessões com audiodescrição foram organizadas especialmente para os frequentadores da Biblioteca Braille de Taguatinga.

Para a aposentada Fátima da Conceição, de 68 anos, que tem deficiência visual, a experiência representa uma oportunidade de acesso à arte e ao conhecimento. “Além dessa e de outras peças, acho muito interessante, porque a gente se inteira mais, conhece as obras e os espetáculos. É informação e cultura”, afirma.

A tentativa é de que o espaço seja acessível para todas as pessoas e que elas consigam entrar, assistir, assimilar, aproveitar, sair como todas as pessoas. Porque isso é obrigação da sociedade”, afirma o diretor Cléber Lope


Já o aluno do Centro de Ensino Médio de Taguatinga Norte, Vitor Vinicius Silva, 16, acredita que ter acesso à arte é uma forma de diversificar a educação. “Oferecer atividades diferentes, principalmente para a gente do ensino integral, é muito importante, para tornar o ensino mais atraente”, opina.

Além disso, o jovem observa que o contato com o teatro amplia os conhecimentos culturais e serve de inspiração para novas iniciativas. “A gente está produzindo um sarau na escola e a obra pode servir de inspiração para a gente tentar reproduzir”, planeja.

Sobre a peça

Escrita em 1974, durante a ditadura militar, a peça é considerada a obra mais cultuada de Alcione e revela, com vigor e sensibilidade, os dilemas sociais, psicológicos e políticos da convivência humana.

O espetáculo é guiado pela vivência de três mulheres e propõe uma reflexão profunda sobre os papéis sociais, a memória, o feminino e as tensões de convivência, mantendo a atualidade do texto original e revelando sua força crítica e estética. As atrizes Carol Nemetala e Nalu Miranda retornam à montagem após 20 anos, ao lado de Rosanna Viegas. A peça convida o público a enxergar o espetáculo como um recorte da vida real, com suas contradições e sutilezas.

Próximas sessões

→ 20/5: 15h e 20h
→ 21/5: 10h, 15h e 20h
→ 22/5: 10h
→ 23/5: 15h.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade