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Brasil e França reforçam cooperação científica para proteger a Amazônia

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

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Pesquisadores brasileiros e franceses se reuniram em Belém (PA) para o início do Seminário Conexões Amazônicas – Pesquisas Colaborativas entre Brasil e França, nesta terça-feira (26). O evento marca as atividades científicas da Temporada Brasil-França 2025 e segue até o dia 29 no Museu Emílio Goeldi, com foco na Amazônia e mudanças climáticas.

O encontro faz parte da agenda bilateral anual, realizada em duas temporadas, uma em cada país, e traz como destaque a cooperação científica entre universidades e centros de pesquisa, incluindo o Centro Franco-Brasileiro de Biodiversidade Amazônica (CFBBA), inaugurado em 2024 na Guiana Francesa.

Segundo Sophie Jacquel, representante da Embaixada da França, o objetivo é compartilhar conhecimento e buscar soluções interdisciplinares diante da crise climática, especialmente considerando que a Amazônia se aproxima de um ponto crítico. “São os jovens cientistas da Amazônia que estão desenvolvendo ideias disruptivas e soluções para o futuro”, afirmou.

Durante três dias, especialistas em sociobiodiversidade, meio ambiente, saúde, meteorologia, antropologia e arqueologia vão apresentar avanços recentes, visando transformar conhecimento científico em políticas públicas e soluções concretas.

O seminário foi estruturado em três eixos temáticos: clima e transição ecológica; diversidade das sociedades; e democracia e globalização equitativa. Entre os participantes estão Stéphan Rostein, Laure Emperaire, Pascale de Robert, Christiane Taubira, Bepunu Kayapó, Lúcia Hussak van Velthem e Lourdes Furtado.

O documento final do seminário será usado em eventos científicos subsequentes, com vistas à COP30, reforçando o papel da ciência como base para decisões governamentais e políticas públicas.

O evento é promovido pela Embaixada da França no Brasil, Museu Emílio Goeldi, CFBBA e Associação Comercial do Pará.

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