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Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas é lançado após quase 30 anos de luta de famílias

Publicado em:

Repórter: Paulo Andrade

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Uma dor que atravessa décadas ganhou um novo capítulo de esperança nesta quarta-feira (27). Em Brasília, o Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou a criação do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, uma ferramenta que promete integrar diferentes bases de dados e dar mais agilidade às buscas.

O anúncio emocionou Ivanise da Silva Santos, mãe de Fabiana Esperidião da Silva, desaparecida em 1995, aos 13 anos, em São Paulo (SP). Desde então, Ivanise transformou sua dor em militância e fundou a Associação Mães da Sé, referência no apoio a famílias.

“Hoje eu estou em estado de graça porque finalmente a gente vai poder comemorar o marco inicial de uma luta que eu carrego há quase 30 anos”, disse a ativista.

O cadastro pode ser acessado no endereço: https://cnpd.mj.gov.br/painel-publico.

Como funciona o cadastro

De acordo com a diretora do Sistema Único de Segurança Pública, Isabel Figueiredo, duas funcionalidades já estão disponíveis:

  • Painel público: com casos concretos, fotos e informações gerais de pessoas desaparecidas.
  • Cadastro restrito: banco de dados exclusivo para órgãos de segurança, com informações detalhadas e acesso apenas a profissionais da área.

A intenção é que registros sejam feitos o mais rápido possível, sem a exigência das 48 horas que alguns estados ainda adotam.

“Quanto antes o Estado souber do desaparecimento, maior a chance de localizar a pessoa — e de encontrá-la com vida”, destacou Isabel.

Dados e desafios

Em 2024, o Brasil registrou 81.022 desaparecimentos, dos quais 55.159 foram elucidados, resultando em uma taxa de localização de 68%.

O chefe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na América do Sul, Nicolas Olivier, afirmou que a centralização de dados é um avanço significativo:

“Um cadastro unificado não é apenas uma lista de nomes. É um verdadeiro sistema de gestão de informações, capaz de cruzar dados, gerar pistas e apoiar tanto na busca quanto na prevenção”.

Histórias de luta e esperança

A brasiliense Kátia Liberato, hoje com 44 anos, também viu na novidade uma renovação da esperança. Em 1999, sua mãe, Mirian, desapareceu aos 49 anos, após sair de casa em Brasília. Kátia, na época com 15 anos, precisou viajar por estados como Goiás e Ceará, sem recursos, para abrir boletins de ocorrência.

Cartaz sobre o desaparecimento de Mirian Liberato, em 1999 – Foto: Kátia Liberato/Arquivo Pessoal

“Esse cadastro unificado renova minhas esperanças. Demorou para o Brasil ter algo assim, mas é uma boa notícia. Eu ainda penso em encontrar minha mãe”, disse.

O secretário nacional de Segurança Pública, Mario Luiz Sarrubbo, reconheceu que o país tem um débito com as famílias:

“Precisamos conscientizar não só o poder público de norte a sul, mas também a sociedade civil”, afirmou.

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