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segunda-feira, 22 junho 2026, 21:14
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CIN digital pode ser usada como identidade no celular

Publicado em

Reportagem:
Marta Borges

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Documento fica disponível no GOV.BR após a emissão da carteira física e pode ser apresentado quando houver necessidade de identificação

Quem já recebeu a Carteira de Identidade Nacional pode adicionar a versão digital ao aplicativo GOV.BR e utilizar o celular para se identificar em viagens nacionais, eventos, estabelecimentos e atendimentos presenciais.

O documento fica armazenado na Carteira de Documentos do aplicativo e apresenta os dados oficiais da identidade, além de recursos que permitem verificar sua autenticidade.

Até 12 de junho de 2026, mais de 55,8 milhões de brasileiros haviam emitido a CIN. O governo federal passou a enviar notificações pelo WhatsApp e pela Caixa Postal GOV.BR para informar pessoas que já possuem o documento físico, mas ainda não acessaram sua versão digital.

O aviso não significa que o cidadão precise pagar, atualizar dados por um endereço externo ou fornecer informações pessoais por mensagem.

Como adicionar a CIN digital no GOV.BR

A versão digital somente pode ser adicionada depois que a Carteira de Identidade Nacional física tiver sido emitida e entregue.

O procedimento pode ser feito da seguinte forma:

  1. Atualize o aplicativo GOV.BR no celular;
  2. Entre com CPF e senha;
  3. Selecione a opção Carteira de Documentos;
  4. Toque no sinal de adição;
  5. Escolha Carteira de Identidade;
  6. Selecione Adicionar documento;
  7. Siga as instruções apresentadas pelo aplicativo.

Em alguns casos, o documento pode não aparecer imediatamente após a entrega da via física. Isso ocorre porque o instituto de identificação estadual precisa enviar o lote com os dados para a plataforma federal.

O prazo varia conforme o órgão responsável pela emissão. Se a CIN não estiver disponível depois de algum tempo, o cidadão deve verificar se o aplicativo está atualizado e procurar o canal oficial de atendimento.

A página sobre a Carteira de Documentos Digitais apresenta as opções disponíveis no aplicativo.

Documento digital tem validade para identificação

A CIN digital corresponde ao documento emitido pelo instituto de identificação e pode ser apresentada quando o cidadão precisar comprovar sua identidade.

O aplicativo permite visualizar os dados e compartilhar uma cópia em PDF. O arquivo possui QR Code para verificação de autenticidade.

A aceitação precisa observar a legislação e as regras aplicáveis à situação. Em viagens internacionais para destinos que exigem passaporte, por exemplo, a CIN não substitui o documento de viagem.

Nos países que mantêm acordo de circulação com o Brasil, como integrantes do Mercosul, a carteira pode ser aceita como identificação desde que esteja dentro do prazo de validade e permita reconhecer corretamente o titular.

Manter a via física continua sendo recomendável em situações nas quais o celular possa ficar sem bateria, ser perdido, apresentar falha ou não estar acessível.

CPF passa a ser o número único de identificação

A Carteira de Identidade Nacional substitui gradualmente o modelo em que cada estado podia emitir um número diferente de Registro Geral para a mesma pessoa.

Com a CIN, o CPF passa a ser utilizado como número único em todo o país. O objetivo é reduzir duplicidades, melhorar a conferência dos cadastros e dificultar fraudes de identidade.

A carteira também possui QR Code de segurança. A leitura permite verificar a validade do documento e comparar as informações com os registros oficiais.

Outro recurso é a zona de leitura mecânica, semelhante à existente nos passaportes, que permite a conferência automatizada dos dados.

Outros números podem constar na versão digital

A pedido do cidadão, a CIN digital pode apresentar números associados a outros documentos e registros, entre eles:

  • Título de Eleitor;
  • Carteira Nacional de Habilitação;
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social;
  • identidade funcional ou profissional;
  • certificado militar;
  • Número de Identificação Social;
  • Número de Inscrição do Trabalhador;
  • PIS e Pasep.

Para que essas informações sejam incluídas, os documentos correspondentes precisam ser apresentados durante a solicitação da CIN.

A inclusão não transforma a carteira em substituta integral de todos esses registros. A CNH, por exemplo, continua sujeita às normas de habilitação e trânsito. O Título de Eleitor permanece vinculado à Justiça Eleitoral, e a Carteira de Trabalho mantém funções próprias.

Os números reunidos facilitam a identificação e a consulta, mas os documentos originais não são revogados.

CIN também pode elevar a conta ao nível Ouro

O documento pode ser utilizado para elevar a conta GOV.BR ao nível Ouro, que oferece o grau mais alto de validação de identidade na plataforma.

O processo exige:

  • a CIN física em mãos;
  • a leitura do QR Code pelo aplicativo;
  • reconhecimento facial;
  • confirmação dos dados solicitados.

Depois da validação, o usuário passa a ter acesso a todos os serviços compatíveis com esse nível de segurança.

A CIN também pode auxiliar na recuperação da conta GOV.BR quando a pessoa perde ou troca o celular e deixa de ter acesso à verificação em duas etapas.

Nesse procedimento, o aplicativo confere o QR Code da carteira física, realiza o reconhecimento facial e envia um código de confirmação por e-mail ou SMS.

RG antigo continua válido até 2032

Quem ainda não emitiu a Carteira de Identidade Nacional não precisa abandonar imediatamente o documento anterior.

O RG no modelo antigo continua válido até 2032, conforme o cronograma nacional de transição. O cidadão pode solicitar a CIN antes desse prazo, especialmente quando precisar atualizar dados, substituir um documento danificado ou emitir nova via.

A primeira emissão da CIN em papel é gratuita. Cada estado organiza os locais, horários e procedimentos de atendimento.

A relação de órgãos emissores pode ser consultada na página Como fazer a CIN.

Mensagens não pedem pagamento nem dados pessoais

O governo utiliza a Caixa Postal GOV.BR e, em algumas campanhas, uma conta verificada no WhatsApp para enviar orientações personalizadas.

As comunicações oficiais não solicitam senha da conta, CPF, endereço, dados bancários ou pagamento pelo aplicativo de mensagens.

Também não devem direcionar o usuário a páginas para consultar supostos saldos, liberar valores ou regularizar documentos mediante cobrança.

No WhatsApp, a conta oficial deve apresentar selo de verificação. A mesma informação pode ser conferida dentro da Caixa Postal do aplicativo GOV.BR, ambiente acessível somente após o login.

Diante de uma mensagem suspeita, o usuário não deve:

  • informar senhas ou códigos de confirmação;
  • enviar fotografias de documentos;
  • realizar pagamentos;
  • instalar aplicativos indicados na conversa;
  • clicar em endereços desconhecidos;
  • permitir acesso remoto ao celular.

O caminho mais seguro é abrir o aplicativo GOV.BR diretamente, sem utilizar o endereço recebido na mensagem, e verificar se o aviso também consta na Caixa Postal.

Documento no celular facilita o acesso sem eliminar cuidados

A CIN digital reduz a dependência da carteira física em situações cotidianas e concentra a identificação em uma plataforma oficial. O recurso também facilita a conferência da autenticidade e o acesso a serviços públicos digitais.

A praticidade não elimina os cuidados com segurança. A senha do GOV.BR não deve ser compartilhada, a verificação em duas etapas deve permanecer ativada e o celular precisa estar protegido por bloqueio de tela.

Também é necessário distinguir a inclusão de números adicionais da substituição completa dos documentos. A CIN reúne informações, mas cada registro continua submetido à instituição que o administra.

O benefício central está em permitir que uma identidade válida, nacional e verificável acompanhe o cidadão no celular. Sem cobrança, sem intermediários e sem a necessidade de entregar dados a quem aparece no WhatsApp com pressa demais.

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