Micose no verão veja sinais e cuidados no Distrito Federal
O calor, a umidade e a rotina em ambientes coletivos tornam o verão um “paraíso” para fungos. Por isso, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça medidas simples para reduzir a transmissão, reconhecer sinais e evitar complicações.
Por que o verão favorece as micoses
Com mais suor, roupas que abafam a pele e idas frequentes a praias e piscinas, a pele fica quente e úmida por mais tempo. Nesse cenário, fungos se multiplicam com facilidade e encontram mais oportunidades de contato em pisos, vestiários e objetos compartilhados.
Micoses mais comuns e onde aparecem
Nos pés e entre os dedos
A tinea pedis (o famoso pé de atleta) costuma causar frieira, coceira e descamação entre os dedos. Além disso, andar descalço em áreas úmidas aumenta o risco.
Nas unhas
A onicomicose pode engrossar a unha, mudar a cor, deixar o aspecto amarelado e facilitar o descolamento na borda. Como a unha cresce devagar, o tratamento tende a exigir persistência e acompanhamento.
No tronco e braços
A pitiríase versicolor, chamada de pano branco, aparece como manchas claras ou escuras, com leve descamação. Em geral, o contraste fica mais evidente após sol.
Em dobras do corpo
A candidíase cutânea é comum em axilas e virilhas, onde há atrito e umidade persistente. Assim, a pele pode ficar avermelhada, dolorida e com coceira.
Sinais de alerta e por que não dá para “empurrar com a barriga”
Na pele, sinais frequentes incluem manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, descamação e coceira intensa. Nas unhas, surgem alterações de cor e espessura. Já no couro cabeludo, podem aparecer falhas de cabelo, descamação e coceira.
Quando a micose fica sem tratamento adequado, ela pode abrir caminho para infecções bacterianas e também facilitar a transmissão para outras áreas do corpo e para outras pessoas. Portanto, “deixar para depois” costuma sair caro — e às vezes literalmente na unha.
O que fazer no dia a dia para prevenir
A prevenção depende mais de rotina do que de milagre:
- Seque bem o corpo após o banho, principalmente entre os dedos e nas dobras.
- Evite ficar muito tempo com roupa de banho molhada.
- Prefira roupas e meias de algodão e alterne calçados, deixando arejar.
- Não compartilhe toalhas, calçados, roupas, pentes e objetos pessoais.
- Em manicure e pedicure, exija esterilização adequada ou leve seus próprios instrumentos.
- Evite andar descalço em pisos constantemente úmidos, como vestiários e saunas.
Quem tem mais risco
Alguns grupos precisam de atenção extra: idosos, pessoas com diabetes, pacientes com imunidade reduzida e quem passa muitas horas com calçados fechados, como atletas e certos profissionais. Onde buscar atendimento no DF
Em caso de suspeita, a orientação da rede é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Ali ocorre a avaliação inicial e, se necessário, o encaminhamento para atendimento especializado com dermatologista na rede pública do DF.
Fontes e documentos:
– Secretaria de Saúde do Distrito Federal
– Biblioteca Virtual em Saúde MS
– SBD
– telessauders.ufrgs.br

