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Desemprego cai e 20 UFs batem recorde histórico em 2025

Publicado em

Reportagem:
Repórter: Fabíola Fonseca

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Desemprego 2025 fecha no menor nível e redesenha o mapa por estado

O Brasil encerrou 2025 com taxa anual de desocupação de 5,6%, a menor da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012, segundo divulgação do IBGE nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026.
No recorte estadual, 20 unidades da federação atingiram a menor taxa anual de desemprego de toda a sua série, incluindo o Distrito Federal (7,5%).

Onde o desemprego foi mais baixo e onde ainda pesa mais

Entre as menores taxas de desocupação em 2025, o destaque foi Mato Grosso (2,2%), seguido por Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).
No outro extremo, as maiores taxas anuais ficaram em Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Piauí (9,3%), mantendo o padrão de maior pressão no mercado de trabalho em parte do Nordeste.

O que o IBGE aponta por trás da mínima histórica

O analista do IBGE William Kratochwill atribuiu o resultado ao “dinamismo” do mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real, mas ressalvou que a melhora da desocupação pode “mascarar problemas estruturais”, como informalidade e subutilização elevadas no Norte e no Nordeste.
No país, a taxa anual de subutilização foi de 14,5%, com pico no Piauí (31,0%) e menor nível em Santa Catarina (4,6%).

Informalidade segue alta no país e varia muito entre estados

A taxa anual de informalidade no Brasil fechou 2025 em 38,1% da população ocupada.
Os maiores percentuais foram registrados em Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%). Já os menores ficaram com Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%).

DF combina desemprego acima da média e renda muito superior

Mesmo com 7,5% de desocupação em 2025, o Distrito Federal liderou o ranking do rendimento real habitual no país, com R$ 6.320, bem acima da média nacional de R$ 3.560.
O contraste ajuda a explicar por que o DF costuma aparecer com renda mais alta, mas ainda enfrenta desafios de absorção de mão de obra, especialmente em segmentos fora do núcleo de empregos formais de maior remuneração.

Como a PNAD mede desemprego e por que isso importa

A PNAD Contínua é o principal instrumento do IBGE para monitorar a força de trabalho, com amostra trimestral de cerca de 211 mil domicílios no país.
Os dados e tabelas detalhadas podem ser consultados no SIDRA/IBGE, base oficial do instituto.

Links relacionados
– Em 2025, vinte unidades da federação registram a menor taxa de desocupação da série
– PNAD Contínua: taxas anuais de desocupação são as menores da série em 20 unidades da federação
– Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Divulgação Trimestral – 4º trimestre 2025

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