back to top
24 C
Brasilia
segunda-feira, 15 junho 2026, 12:51
Publicidade
Publicidade
InícioBrasíliaSociedade ativaPrograma garante cadeiras de rodas gratuitas no Distrito Federal

Programa garante cadeiras de rodas gratuitas no Distrito Federal

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

Cobertura relacionada

Dor crônica ganha dia nacional e diretrizes no SUS

Dor crônica ganha dia nacional e diretrizes no SUS, com atendimento integral e campanhas anuais de conscientização.

DF reduz crimes letais e lidera ranking de segurança

Crimes letais colocam o DF na liderança nacional, mas furtos, feminicídio e segurança nas ruas seguem como desafios.

DF incinera 50 toneladas de drogas apreendidas

Destruição de entorpecentes fecha ciclo de investigações contra o...

Operação Ad Sumus reforça policiamento em Ceilândia

Operação Ad Sumus mobiliza 280 policiais e 30 viaturas em Ceilândia e cidades próximas. Veja como será o reforço.

Vigilância fiscaliza motéis antes do Dia dos Namorados

Vigilância Sanitária fiscaliza 140 hotéis e motéis no DF antes do Dia dos Namorados e orienta consumidores.

Doação de órgãos transforma espera em recomeço

Doação de órgãos viabilizou 820 transplantes no DF em 2025 que salvaram vidas, então fica o reforço da importância de avisar a família.
Publicidade

Programa garante mobilidade e autonomia a pacientes atendidos pela rede pública

Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida temporária ou permanente podem solicitar gratuitamente cadeiras de rodas, próteses, órteses e outros equipamentos pela rede pública de saúde do Distrito Federal.

Cadeiras de rodas gratuitas atenderam 8,5 mil pessoas

O Programa de Órtese e Prótese da Secretaria de Saúde do Distrito Federal distribuiu 8.542 cadeiras de rodas entre janeiro de 2023 e 27 de maio de 2026.

Foram entregues 6.226 unidades entre 2023 e 2025. Somente nos primeiros cinco meses deste ano, outras 2.316 cadeiras foram disponibilizadas à população.

O investimento anual destinado à compra dos equipamentos é de R$ 8,75 milhões.

A cadeira de rodas pode representar a diferença entre permanecer dependente de familiares e conseguir estudar, trabalhar, frequentar serviços de saúde e realizar tarefas cotidianas com maior autonomia.

O equipamento, contudo, precisa ser compatível com as condições físicas e funcionais de cada pessoa. Por isso, a concessão não ocorre apenas mediante a entrega de um pedido médico. O paciente passa por avaliação especializada para definição do modelo adequado.

Veja quem pode solicitar o equipamento

O programa atende pessoas com deficiência física e pacientes com comprometimento temporário ou permanente da locomoção.

Podem ser contempladas pessoas com:

  • sequelas de acidente vascular cerebral;
  • paralisias;
  • lesões medulares;
  • amputações;
  • limitações motoras;
  • dificuldades de locomoção decorrentes de doenças ou acidentes;
  • condições clínicas que exijam apoio permanente ou temporário.

Crianças, adultos e pessoas idosas podem receber os equipamentos, desde que a necessidade seja confirmada por avaliação funcional realizada por profissionais de saúde.

O fornecimento não se limita às cadeiras convencionais. A rede dispõe de diferentes modelos, escolhidos conforme medidas corporais, postura, capacidade motora e rotina do usuário.

Cadastro deve ser feito na estação da 114 Sul

O primeiro passo é comparecer ao Núcleo de Atendimento Ambulatorial de Órteses, Próteses e Materiais Especiais, conhecido como Naopme.

A unidade fica na Praça do Cidadão, dentro da estação de metrô da 114 Sul, nas salas 6 e 7.

Para fazer o cadastro, o paciente ou responsável deve apresentar os documentos originais:

  • documento de identidade com foto ou certidão de nascimento;
  • CPF;
  • Cartão Nacional do SUS;
  • número de cadastro na Secretaria de Saúde;
  • comprovante de residência atualizado;
  • laudo, pedido médico ou solicitação de outro profissional da rede pública.

O documento emitido pelo profissional de saúde deve demonstrar a necessidade da cadeira, prótese, órtese ou meio auxiliar de locomoção solicitado.

Depois do cadastro, o paciente recebe agendamento para avaliação com um especialista da Secretaria de Saúde.

Entrega depende da avaliação e do estoque

Durante a avaliação, o profissional verifica as condições funcionais do paciente e define qual equipamento atende melhor às necessidades identificadas.

Depois dessa etapa, o usuário entra na fila correspondente ao produto solicitado. A entrega segue a ordem de cadastro e depende da disponibilidade no estoque.

Alguns itens podem ser entregues imediatamente quando estão disponíveis. Produtos feitos sob medida, como determinadas próteses, órteses, coletes e palmilhas, exigem moldagem e confecção.

A convocação para retirada é feita por telefone. Conforme o equipamento, a entrega pode ocorrer no próprio Naopme ou no Núcleo de Produção de Órteses e Próteses, instalado no SIA.

Não há cobrança pelos produtos fornecidos pelo programa.

SUS também oferece andadores, muletas e próteses

Além das cadeiras de rodas, a Oficina Ortopédica fornece outros recursos de reabilitação e mobilidade.

Entre os produtos disponíveis estão:

  • cadeiras de banho;
  • bengalas;
  • andadores;
  • muletas;
  • palmilhas;
  • calçados especiais;
  • coletes;
  • órteses para membros superiores e inferiores;
  • próteses de braços e pernas;
  • próteses mamárias externas;
  • aparelhos de pressão positiva para distúrbios respiratórios.

A concessão de cada item depende da indicação clínica e da avaliação da equipe multiprofissional.

Cadeiras de rodas, cadeiras de banho, palmilhas e calçados especiais estão entre os produtos mais procurados.

O serviço entregou 6.232 itens em 2023, 7.951 em 2024 e 5.389 em 2025. Até 27 de maio de 2026, haviam sido dispensados outros 5.117 produtos.

Usuário compara cadeira a uma extensão do corpo

O aposentado Manoel Marçones Feitosa, de 53 anos, utiliza o programa desde 2003, depois de sofrer uma lesão medular.

Ele afirma que a cadeira passou a fazer parte de sua rotina e permitiu maior independência nos deslocamentos.

“Para as pessoas com deficiência, a cadeira de rodas passa a ser uma extensão do corpo. A necessidade dela para a nossa locomoção é fundamental”, relatou.

Manoel participa atualmente de um curso de montagem e manutenção de cadeiras de rodas em Ceilândia.

Segundo ele, uma cadeira adequada pode custar cerca de R$ 2 mil, valor que muitas famílias não conseguem pagar. Modelos especiais ou motorizados podem ter preços consideravelmente maiores.

Equipamento inadequado pode limitar a autonomia

Uma cadeira de rodas não deve ser escolhida apenas pelo tamanho aparente ou pelo preço.

Largura do assento, altura do encosto, apoio para os pés, inclinação, sustentação postural e tipo de propulsão interferem diretamente no conforto e na segurança.

Um modelo inadequado pode provocar dores, lesões de pele, dificuldades respiratórias, deformidades posturais e maior dependência de terceiros.

Por isso, a avaliação especializada é parte essencial do atendimento. O objetivo não é apenas entregar uma cadeira, mas fornecer um equipamento que permita uso seguro e compatível com a rotina do paciente.

Devolução permite recuperar e reaproveitar equipamentos

A Secretaria de Saúde incentiva a devolução das cadeiras que deixaram de ser utilizadas.

Isso pode acontecer após recuperação da mobilidade, mudança de condição clínica, substituição do equipamento ou falecimento do beneficiário.

A devolução não é obrigatória para solicitar uma nova cadeira. Os equipamentos recebidos podem, porém, passar por manutenção e ser destinados a outros pacientes.

Quando a recuperação completa não é possível, peças em boas condições podem ser reaproveitadas na montagem ou manutenção de outras unidades.

A medida reduz desperdícios e ajuda a ampliar a capacidade do programa. Em uma política pública sujeita à disponibilidade de estoque, uma cadeira parada em casa pode representar meses adicionais de espera para outra pessoa.

Serviço precisa acompanhar fila e manutenção

O volume de equipamentos entregues demonstra a dimensão da demanda por recursos de mobilidade no Distrito Federal.

O resultado do programa, entretanto, não deve ser medido apenas pela quantidade distribuída. Também são relevantes o tempo de espera, a adequação do modelo, a manutenção e a substituição quando há mudança nas condições do paciente.

Cadeira de rodas não é acessório nem favor administrativo. É um recurso de saúde, mobilidade e participação social.

A entrega coloca o equipamento sob o usuário. A política só cumpre integralmente sua função quando também permite que essa pessoa chegue, com segurança, aos espaços dos quais tem o direito de participar.

relacionadas , fontes e documentos:

Centros ajudam mulheres a romper ciclos no DF (Fonte em Foco)
Aluguel Social atende 1,3 mil mulheres vítimas no DF (Fonte em Foco)
Transporte gratuito garante almoço (Fonte em Foco)
Cartão ajuda moradora a reconstruir casa após incêndio (Fonte em Foco)
Órtese e prótese (Secretaria de Saúde do Distrito Federal)
– 
Órtese e Prótese e informações de atendimento (Secretaria de Saúde do Distrito Federal)
– Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (Secretaria de Saúde do Distrito Federal)

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.