Publicidade
InícioVida & DesenvolvimentoSaúdeAnvisa aprova Sephience para fenilcetonúria no Brasil

Anvisa aprova Sephience para fenilcetonúria no Brasil

Publicado em

Reportagem:
Jeferson Nunes

Cobertura relacionada

Os riscos das canetas emagrecedoras em crianças

Sociedade Brasileira de Pediatria alerta para riscos do uso sem indicação de agonistas GLP-1 por crianças e adolescentes.

Doença de Creutzfeldt-Jakob e o caso Lito Sousa

Entenda o que é a Doença de Creutzfeldt-Jakob, quais tratamentos experimentais estão em estudo e os limites atuais da ciência.

Anvisa manda apreender produtos da United Labz

Anvisa manda apreender todos os produtos da United Labz por falta de registro, notificação ou cadastro sanitário no Brasil.

Consulta sobre cursos técnicos termina nesta quarta

MEC recebe até esta quarta contribuições para atualizar 197 cursos técnicos em 13 eixos do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos.

Demora no diagnóstico agrava esclerose múltipla no Brasil

Estudo divulgado pela ABEM mostra demora no diagnóstico da esclerose múltipla e impactos no tratamento, trabalho e rotina.

AdaptaSUS prepara a saúde para os impactos do El Niño

Plano do Ministério da Saúde organiza resposta do SUS aos impactos do El Niño 2026-2027 e das mudanças climáticas.
Publicidade

Anvisa registra Sephience para tratar fenilcetonúria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Sephience (sepiapterina), indicado para o tratamento da hiperfenilalaninemia em pacientes pediátricos e adultos com fenilcetonúria (PKU).

A fenilcetonúria é uma doença genética ligada à deficiência de uma enzima hepática envolvida na conversão da fenilalanina em tirosina. Por isso, a substância pode se acumular no organismo e exigir controle rigoroso, sobretudo desde os primeiros meses de vida.

Por que o controle da fenilalanina é decisivo

Em nota, a Anvisa explicou que a fenilalanina é um aminoácido essencial, mas que, na PKU, a elevação de seus níveis no sangue pode ter efeito neurotóxico, com risco de sequelas graves, incluindo déficits neurocognitivos e deficiência intelectual.

Segundo a agência, o controle dos níveis séricos deve começar cedo e ser mantido ao longo da vida, e o medicamento aprovado pode ajudar na redução da fenilalanina, ampliando possibilidades dietéticas e qualidade de vida.

Doença rara e diagnóstico pelo teste do pezinho

Dados citados em comunicados oficiais apontam que a fenilcetonúria é detectada em cerca de 1 a cada 15 mil a 17 mil nascimentos no Brasil.

O diagnóstico precoce ocorre pela triagem neonatal, o teste do pezinho, oferecido no SUS por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal. O Ministério da Saúde orienta que a coleta seja feita preferencialmente no início da vida, com busca ativa de casos positivos pelos serviços de referência.

Quando fazer a coleta para reduzir risco de erro

Referências técnicas usadas na rede pública recomendam que o exame seja realizado preferencialmente entre o 3º e o 5º dia de vida, e não antes de 48 horas, para diminuir risco de resultado falso-negativo por ingestão insuficiente de proteína nas primeiras horas após o nascimento.

Atenção a rótulos e ao aspartame

A orientação a famílias e cuidadores inclui observar a presença de fenilalanina em rótulos de alimentos e medicamentos industrializados. Em especial, produtos com aspartame são uma preocupação frequente para pessoas com PKU, já que o adoçante é fonte de fenilalanina.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.