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Número de câmeras de segurança aumenta 47% no Distrito Federal

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Ações coordenadas pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) e forças de segurança têm sido primordiais para a redução das ocorrências criminais no Distrito Federal. O uso da tecnologia – por câmeras de videomonitoramento – tem subsidiado grande partes dessas ações.

Em dezenove meses, o número de equipamentos instalados aumentou 47%. Em janeiro de 2019, o Distrito Federal contava com 584 câmeras. Atualmente são 859 instaladas.

Vinte e uma regiões administrativas já contam com a tecnologia de ponta. Atualmente, Águas Claras, Areal, Ceilândia, Itapoã, Plano Piloto, Recantos das Emas, Riacho Fundo I e II, Samambaia, Taguatinga, Santa Maria, Park Way, Planaltina, Sobradinho I e II, Gama, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Estrutural e Setor de Cargas (SCIA), São Sebastião. Já estão sendo instaladas câmeras no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e no Guará.

“O uso das câmeras de videomonitoramento contribui de forma eficiente com o trabalho realizado pelas forças de segurança, por aqueles que estão em campo, com investigações realizadas pela  Polícia Civil e órgãos do Judiciário, como Ministério Público e tribunais, e ações de policiamento da Polícia Militar. Estamos investindo fortemente na ampliação desses equipamentos, pois nosso objetivo é que todo o Distrito Federal esteja monitorado”, contou o secretário de Segurança Pública, o delegado Anderson Torres.

São câmeras em alta resolução. Todas as imagens são transmitidas para o Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). Atualmente, 29 multiagências fazem parte da estrutura do centro e podem contar com as imagens. “Já tivemos casos de um problema da CEB, por exemplo, ser resolvido com maior rapidez por conta do acionamento de nossas câmeras do Ciob. Com elas, podemos monitorar o trânsito e acompanhar grandes eventos e manifestações públicas”, explicou o gerente de eventos da Subsecretaria de Operações Integradas (SOPI), da SSP/DF, major Alisson Nobre.

O Ciob reúne órgãos, instituições e agências do Governo do Distrito Federal (GDF). O Centro de gestão compartilhada reúne serviços voltados para segurança, mobilidade, saúde, prestação de serviço público e fiscalização e funciona de forma ininterrupta, ou seja, de segunda a domingo, 24h por dia. O serviço integrado de multiagências acompanhou a posse presidencial, que reuniu – além das forças de segurança e órgãos locais – representantes do Exército Brasileiro e Polícia Federal – manifestações, carnaval, Copa das Confederações e do Mundo, por exemplo.

A definição dos locais em que os equipamentos são instalados são áreas de interesse permanente, ou seja, definidos com base em levantamentos realizados pela Subsecretaria de Gestão da Informação (SGI), da SSP/DF, e também com orientação de responsáveis por batalhões e delegacias. Os estudos apontam as chamadas “manchas criminais”, em que é possível detectar dias, horários e locais de maior incidência de crimes.

Investigação

Para o delegado-adjunto da 4ª Delegacia de Polícia, localizada no Guará, João de Ataliba, o uso da tecnologia contribui positivamente com a elucidação de crimes. “O uso das imagens captadas pelas câmeras de segurança podem contribuir com o encurtamento do tempo de investigação e consequente responsabilização mais rápida do infrator, principalmente em casos de condenações e prisões”. O delegado conta ainda como a divulgação de imagens estimula as denúncias.”Sempre que divulgamos imagens de suspeitos, muito rapidamente surgem denúncias com informações fundamentais  para investigação e até mesmo paradeiro do infrator”.

Em junho foi inaugurado o Centro de Monitoramento Remoto (CMR). Câmeras foram instaladas pela SSP em pontos estratégicos de Santa Maria. Equipes do 26º Batalhão terão acesso às imagens 24 horas por dia, monitorando a cidade para adequar o policiamento de maneira ainda mais eficiente. “O sistema estava operando em caráter de teste e ajustes há cerca de dois meses.

Verificamos neste período que as respostas aos crimes cometidos nessas regiões tiveram respostas mais rápidas, ou seja, conseguimos chegar com maior rapidez, e também evidenciamos que a incidência de crimes como furto de veículos e de pedestres e arrombamentos, por exemplo, caiu”, contou o comandante do Batalhão, major Paulo da Silva. “Também conseguimos identificar mais rapidamente carros roubados que passam por esse locais”, destacou o comandante.

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