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Projeto da Sejus-DF promove diálogo contra violência em Ceilândia

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

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O enfrentamento à violência contra a mulher passa, antes de tudo, pela informação e pelo diálogo. Com esse objetivo, cerca de 100 colaboradores da Sustentare Saneamento participaram, na sexta-feira (19), do Papo Delas, palestra voltada à conscientização e prevenção da violência doméstica. O encontro ocorreu no CEU das Artes, em Ceilândia Norte, e abriu espaço para escuta, reflexão e troca de experiências sobre um tema que segue urgente no Distrito Federal.

A iniciativa integra o programa Direito Delas, da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF). Criado há seis anos, o programa já alcançou mais de 12 mil colaboradores em diferentes instituições públicas e privadas. O foco é ampliar o debate, sensibilizar trabalhadores e servidores e contribuir para a ruptura do ciclo da violência, reforçando o papel da informação e do engajamento coletivo.

Durante o encontro, participantes destacaram a importância de desconstruir comportamentos naturalizados. O varredor Diones Barbosa, de 37 anos, afirmou que ações como o Papo Delas ajudam a combater a ideia de posse nas relações. Segundo ele, as mulheres ocupam hoje outro lugar na sociedade e devem ter autonomia, dignidade e liberdade de escolha, sem qualquer forma de submissão.

O também varredor Luís Antônio da Silva, de 38 anos, reforçou que o enfrentamento da violência não é uma pauta exclusiva das mulheres. Para ele, toda a sociedade precisa assumir responsabilidade no combate a agressões físicas, verbais ou psicológicas, que são crimes previstos em lei.

Esta foi a quarta edição do projeto realizada na Sustentare Saneamento. Ao todo, mais de mil colaboradores da empresa já participaram das ações de sensibilização, que incluem orientação para identificar os primeiros sinais da violência e caminhos para buscar ajuda. O projeto também passou por instituições como a rede de hotéis HPlus e o grupo Dia Dia Atacadista, ampliando o alcance da política pública.

Presente em todos os encontros, a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destacou que levar o debate aos ambientes de trabalho é estratégico. Segundo ela, promover a conscientização previne a violência, fortalece a informação, incentiva a denúncia e reafirma o compromisso do poder público com a proteção dos direitos das mulheres.

Ao apostar no diálogo direto com trabalhadores, o programa Direito Delas avança naquilo que a estatística não resolve sozinha: mudar mentalidades. E, nesse campo, cada conversa conta — especialmente quando o silêncio sempre foi parte do problema.

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