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Roupas usadas viram fonte de renda para artesãs no DF

Publicado em

Reportagem:
Paulo Andrade

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A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) lançou a terceira edição da campanha “Fazer o Bem Tá na Moda”. A iniciativa, que transforma a doação de roupas em oportunidade de negócio, irá beneficiar desta vez 100 artesãs do Instituto Maria do Barro, de Planaltina. O lançamento do projeto ocorreu nesta terça-feira (19) e busca promover a autonomia e o empreendedorismo feminino.

A analista de gestão pública Gaya Dórea compartilhou a satisfação de doar itens pessoais para a campanha. “É especial ver roupas minhas que têm tanto significado poderem fazer a diferença na vida de mulheres com histórias de vulnerabilidade”, disse.

Economia circular e ressocialização

A dinâmica da campanha é simples: 100 mulheres com alto poder aquisitivo receberam bolsas personalizadas para doar roupas, sapatos e acessórios em bom estado. Os itens arrecadados serão entregues às artesãs do Instituto Maria do Barro, que poderão usá-los no dia a dia ou vendê-los, gerando uma nova fonte de renda.

“Queremos que cada bolsa carregue esperança, reconhecimento e prosperidade”, destacou a secretária de Justiça, Marcela Passamani. O projeto também tem um forte viés de economia circular, incentivando o reaproveitamento de peças.

As bolsas usadas na campanha são confeccionadas por mulheres reeducandas da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF). A ação, além de oferecer capacitação profissional, garante remuneração e remição de pena, reforçando o processo de ressocialização.

O Instituto Maria do Barro, conhecido por sua Coleção Barrolândia, que retrata casas de favelas em tijolinhos de barro, tem ganhado destaque nacional. A cantora Anitta escolheu as peças para decorar sua mansão, o que deu ainda mais visibilidade ao trabalho das artesãs. Para Dadá Silva, presidente do Instituto, a parceria é fundamental. “Essa iniciativa vai ajudar muito no fortalecimento do empreendedorismo das nossas mulheres”, afirmou.

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