O ano de 2025 consolidou uma série de avanços institucionais nas políticas voltadas às famílias do Distrito Federal, com atuação direta da Secretaria da Família do DF (Sefami-DF) na formulação de direitos, participação social e ampliação de oportunidades para jovens. A pasta concentrou esforços em três frentes centrais: proteção dos núcleos familiares, protagonismo juvenil e fortalecimento institucional das entidades sociais.
No campo normativo, a Sefami-DF abriu consulta pública para a criação do Estatuto da Família Atípica, iniciativa inédita que reúne direitos de cuidadores de pessoas atípicas. O texto, após a fase de contribuições, segue em análise na Casa Civil do DF, etapa necessária para eventual envio ao Legislativo. Trata-se de um movimento relevante, já que esse público historicamente enfrenta lacunas legais e dificuldades no acesso a políticas públicas específicas.
Outro eixo estratégico avança na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF): o projeto de criação do Conselho Distrital da Família. O colegiado pretende funcionar como espaço permanente de formulação, monitoramento e articulação de políticas públicas voltadas às famílias, ampliando a participação social e a coordenação entre governo e sociedade civil.
Na estrutura administrativa, a secretaria instituiu o Comitê Gestor da Família Sustentável e Juventude, com representantes de diversas secretarias do Governo do DF. O grupo tem a missão de produzir dados e diagnósticos para o futuro Observatório da Família Sustentável e Juventude, previsto para ser lançado em 2026, reforçando o uso de evidências na formulação de políticas públicas.
A juventude ocupou papel central nas ações de 2025. O programa Jovem Candango, considerado uma política histórica de formação técnico-profissional no DF, foi ampliado com aporte de R$ 55 milhões do GDF. Com isso, o número de vagas saltou de 1.800 para 2.200, ampliando o acesso de jovens ao primeiro emprego e à qualificação profissional.
Ainda na área de oportunidades, a Sefami-DF lançou o Pró-Jovem Digital, em parceria com a Secretaria de Juventude e a ONG Líderes do Brasil. O programa oferece quatro mil vagas gratuitas em áreas como empreendedorismo digital, marketing, redes sociais, edição de vídeo e inteligência artificial, voltado a jovens de 15 a 29 anos. A proposta dialoga diretamente com as transformações do mercado de trabalho e a economia digital.
A participação juvenil também ganhou institucionalidade com a criação inédita do Conselho de Juventude, que elegeu seis representantes da sociedade civil, escolhidos pelos próprios jovens, ampliando o diálogo direto com o poder público.
No campo da escuta ativa, a iniciativa Fala Galera percorreu 57 escolas públicas e privadas, alcançando mais de três mil estudantes. O processo resultou em 285 propostas, encaminhadas aos órgãos competentes, fortalecendo a lógica de participação desde a base educacional.
A secretaria também avançou na regularização fundiária de entidades sociais, com a realização de 368 buscas ativas e visitas técnicas a instituições religiosas, sociais e sem fins lucrativos. As ações foram complementadas pelo evento Capacita Entidades, que reuniu 82 dirigentes em palestras sobre moeda social, regularização fundiária e imunidade tributária para templos, ampliando a qualificação administrativa dessas organizações.
No plano do diálogo social, a Sefami-DF manteve o Fórum Distrital da Família Sustentável, que caminha para a sua 10ª edição. O espaço se consolidou como ambiente de debate entre governo e sociedade civil, com foco em políticas inclusivas e sustentáveis.
As ações de 2025 também projetaram o Distrito Federal no cenário internacional. A política adotada pela pasta dialoga com as diretrizes da Declaração de Veneza sobre cidades inclusivas. Em outubro, no México, o DF foi representado em debates internacionais sobre políticas sustentáveis para famílias. Na ocasião, o secretário da Família, Rodrigo Delmasso, apresentou projetos e resultados da Sefami-DF, ampliando a visibilidade das iniciativas locais.
Mais do que números, o conjunto de ações aponta para uma mudança de abordagem: o Estado passa a enxergar a família como eixo estruturante das políticas públicas, conectando direitos, participação social e desenvolvimento sustentável. Falta agora o desafio clássico da gestão pública: transformar projetos em políticas permanentes e mensuráveis. O papel está escrito; a execução é o próximo capítulo.

