Publicidade
InícioBrasilTela de Tarsila do Amaral bate recorde e é vendida por R$...

Tela de Tarsila do Amaral bate recorde e é vendida por R$ 57,5 milhões

Publicado em

Cobertura relacionada

Brasil Inicia Vacinação contra a Dengue

O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (9), o...

Agências do Trabalhador oferecem 785 vagas de emprego no DF

As Agências do Trabalhador do Distrito Federal começam a...

Lula critica sanções dos EUA contra ministros do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade...

Lenda do rock Ozzy Osbourne morre aos 76 anos

O mundo da música perdeu uma de suas maiores...

Brasília sedia mostra de TI com foco em inteligência artificial

O Centro de Convenções Ulysses Guimarães sedia, até quinta-feira...

No Brasil, nº de mortes por doenças do coração aumentou na pandemia

Desde o início da pandemia causada pelo novo coronavírus,...
Publicidade

Tarsila do Amaral quebrou mais um recorde. Sua tela A Caipirinha, de 1923, foi arrematada por R$ 57,5 milhões em leilão na Bolsa de Arte, em São Paulo, se tornando assim a obra mais cara de um artista brasileiro numa venda pública. Os lances, que começaram em R$ 47,6 milhões, foram disputados por três colecionadores e duraram cerca de 15 minutos.

O último detentor do título era Alberto da Veiga Guignard, cuja pintura Vaso de Flores foi vendida por R$ 5,7 milhões em 2015. Mas a própria Tarsila já tinha quebrado o recorde pelo menos duas vezes antes – em 1995, quando o Abaporu alcançou US$ 1,3 milhão na Christie’s em Nova York, e em 1986, quando a gravura Cidade foi adquirida por US$ 370 mil.

Mesmo assim, o montante alcançado com A Caipirinha ainda é menor do que aquele que o MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York, pagou por outra tela de Tarsila, A Lua. A cifra que circula no mercado é de US$ 20 milhões, ou quase R$ 75 milhões na época – os valores são estimados, já que a venda não foi divulgada oficialmente.

Ainda existe a possibilidade de que o comprador, que é brasileiro, mas não teve o nome revelado, tenha que devolver o quadro. Isso porque ela é alvo de uma disputa judicial entre Carlos Eduardo Schahin, filho do empresário Salim Taufic Schahin, envolvido no escândalo da Lava Jato, e os 12 bancos credores a quem seu pai deve mais de R$ 2 bilhões.

A venda do quadro é uma forma de ajudar a sanar essa dívida. Mas Carlos Eduardo afirma que a obra foi vendida a ele pelo pai em 2012, por R$ 240 mil. Enquanto isso, os credores questionam a legitimidade da operação, dizendo que a obra nunca chegou a sair das mãos do Schahin pai.

Esse também foi o entendimento do Tribunal de Justiça de São Paulo, o TJSP, ao julgar o caso em segunda instância. Advogado de Carlos Eduardo, Márcio Casado aguarda o julgamento de um recurso no STJ. Enquanto isso, os R$ 57,5 milhões obtidos com a venda do quadro no leilão serão mantidos numa conta específica até que o fim da disputa judicial envolvendo a obra.

Casado, aliás, disse que entrou com uma petição para invalidar o leilão de agora. Ele diz que os bancos não seguiram a recomendação da Justiça, ao negar um pedido de suspensão do leilão, de notificar eventuais compradores de que o julgamento de um recurso pode fazer com que A Caipirinha volte a ser propriedade do seu cliente.

Em nota, o escritório que representa os credores, Gustavo Tepedino Advogados, afirma que o leilão respeitou “todas as condições exigidas pela lei e pelo Poder Judiciário, que reconheceu a validade do certame.”

Pintado em 1923, quando Tarsila vivia com Oswald de Andrade em Paris, A Caipirinha é considerada “a primeira obra realmente moderna” do país, segundo o diretor da casa de leilões Bolsa de Arte, Jones Bergamin.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.