back to top
24 C
Brasilia
sábado, 7 fevereiro 2026, 21:28:53
Publicidade
Publicidade

Vacinação contra raiva começará pela zona rural do Distrito Federal

Publicado em:

Notícias relacionadas

20% dos adultos dormem menos de 6h por noite no Brasil

Pesquisa do Ministério da Saúde revela que 20,2% dos adultos nas capitais dormem menos de 6 horas por noite. Mulheres sofrem mais com insônia.

Inca lança cartilha Saúde com Axé para mulheres negras

Inca lança cartilha “Saúde com Axé” para orientar mulheres negras sobre prevenção do câncer e barreiras do racismo no cuidado.

Saúde descarta risco do vírus Nipah no Brasil

Ministério da Saúde afirma baixo risco do vírus Nipah...

Brasil terá 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

Brasil terá 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028, segundo Inca. Desigualdades regionais marcam incidência. Veja tipos mais comuns.

Anvisa proíbe “canetas emagrecedoras do Paraguai”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta...
Publicidade

Dentre as doenças infecciosas de origem viral, a raiva é a única em relação a seu alcance e ao número de vítimas, que pode gerar uma encefalite aguda capaz de levar as vítimas ao óbito em praticamente 100% dos casos. A doença acomete todas espécies de mamíferos, inclusive, seres humanos. “No Distrito Federal, o único caso da raiva humana foi registrado em 1978, como resultado bem-sucedido do Programa Nacional de Profilaxia da Raiva Humana. O último caso diagnosticado de raiva em cães foi em 2000 e, em gatos, no ano de 2001. O vírus rábico circula no DF em quirópteros, nos bovinos, equídeos e outros animais”, explica o médico veterinário da Vigilância Ambiental, Laurício Monteiro.

O vírus da raiva fica presente na saliva de animais infectados e é transmitido principalmente por meio de mordeduras e, eventualmente, pela arranhadura e lambedura de mucosas ou pele lesionada.

Um dos importantes pilares do programa de vigilância da raiva preconizado pelo Ministério da Saúde é a campanha anual de vacinação contra raiva em cães e gatos, de modo a manter, no curto prazo, parcela significativa dessas populações imunes ao vírus. Essas campanhas foram iniciadas com a criação do Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR) em 1973.

Campanha 2020

Para manter os animais imunizados, a campanha de vacinação contra raiva deste ano vai ocorrer, na zona rural, no dia 29 de agosto, em postos fixos e volantes, localizados em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), escolas, residências, comércios e outros estabelecimentos. Já na zona urbana, a campanha será nos dias 12 e 26 de setembro e no dia 3 de outubro, por meio de postos fixos em UBSs, Núcleos de Inspeção Sanitária, escolas, comércios, postos policiais e outros estabelecimentos.

“Em cada posto haverá três ou mais servidores e outros participantes, a equipe será formada por servidores públicos e colaboradores de instituições públicas civis e militares. A equipe será distribuída conforme a densidade populacional estimada de cães e gatos da área”, destaca Laurício.

A vacinação da área rural será realizada em conjunto a Emater-DF e colaboradores de instituições públicas civis e militares, através de estratégia decidida entre a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival).

A Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde receberá para a campanha um total de 270 mil doses de vacinas do Ministério da Saúde. Para cada dose, serão utilizadas uma seringa e uma agulha descartável.

Na área urbana serão 1.640 postos fixos de vacinação. O horário de atendimento ao público nos postos será das 9h às 17h. Na área rural serão 200 postos (volante e fixo) distribuídos em 17 localidades.

Atualmente, estima-se que a população de cães e gatos em todo o Distrito Federal seja de 345.033, sendo 308.419 cães e 36.613 gatos. A expectativa é vacinar pelo menos 80% da população animal.

Sinais clínicos em cães

Quando o animal está contaminado com o vírus da raiva animal pode tornar-se agressivo, mordendo pessoas, animais e objetos, ou ficar triste, procurando lugares escuros; O latido torna-se diferente do normal; Fica de boca aberta e com muita salivação; Recusa alimento ou água, tendo dificuldade de engolir (parecendo engasgado); Fica sem coordenação motora, passa a ter convulsões, paralisia das patas traseiras (como se estivesse descadeirado); paralisia total e morte.

O que fazer ao ser mordido

Mesmo que o animal seja vacinado, é necessário lavar imediatamente o ferimento com água e sabão em barra; Procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS); Comunicar à Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde, pelo telefone (61) 2017-1342 ou ao Disque Saúde – 160 pelo e-mail: zoonosesdf@gmail.com.

Além disso, não matar o animal agressor. Deixá-lo em observação durante 10 dias, em local seguro, para não fugir nem atacar pessoas ou outros animais. Ele deve receber água e comida, normalmente. Durante a observação, verificar se apresenta algum sinal suspeito de raiva (alteração de comportamento). Caso não seja possível observar o animal em casa, encaminhá-lo ao canil da Gerência de Vigilância Ambiental Zoonoses (GVAZ), Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde, da Secretaria de Saúde.

Newsletter

- Assine nossa newsletter

- Receba nossas principais notícias

Publicidade
Publicidade